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OPINIÃO | São Paulo 1×3 Portuguesa

É rir para não chorar né, cumpadre Washington?

Ano novo, time novo, esquema novo e um monte de sombras e resquícios do passado. Foi assim que o São Paulo estreou no Paulistinha 2010 e conheceu a sua primeira derrota no ano.

O dia estava propício para ir ao Cícero Pompeu de Toledo. Logo ao chegar na entrada das arquibancadas azuis (já com o ingresso comprado e a carterinha nova de ST) vi uma amontoação estranha de torcedores. Eram 15h30 minutos e os portões ainda não haviam sido abertos. Me informei com o pessoal que dirige o estádio e a causa era o lanche que a Polícia Militar estava fazendo. Agora sim! 15h50 finalmente os portões foram abertos e, já alimentados, nossos policiais passaram a controlar a entrada do público que se aglomerava cada vez mais nas imediações. Tudo OK com as novas catracas de Sócio Torcedor. Enquanto o pessoal fazia fila nas catracas normais, os sócios entravam tranquilamente aproximando o cartão. Aprovado o esquema!

O clima era de festa antes do jogo. O bom público (aproximadamente 20 mil pessoas) era impulsionado pelas arquibancadas azuis, completamente tomadas. As laranjas ficaram parcialmente cheias e o setor VISA não decolou neste início de ano. Quando a Libertadores chegar veremos mais gente daquele lado.

O time veio a campo com a camisa sem patrocínio (muito bonita) no novo 4-4-2 com Rogério, Jean, André Dias, Miranda e JW. Richarlyson, Hernanes, Léo Lima e Marcelinho Paraíba. Washington e Dagoberto. Era a estréia oficial da formação num início de ano desde 2003 quando Roberto Rojas, então técnico interino, classificou o clube para a Libertadores promovendo os até então inéditos três zagueiros no time.

O primeiro tempo foi regular. Apesar do domínio das ações, o tricolor perdia muitas bolas nas canelas de Washington, no primeiro resquício claro de 2009. Além disso os já “timidos” alas Jean e Jorge Wagner ficaram ainda mais tímidos como laterais. Tudo para cobrir a dupla de zaga no novo esquema. Interessante mesmo era o revezamento entre Marcelinho e Dagoberto no meio e no ataque. Ambos jogavam aberto quando atacavam e o camisa 11 tentou várias tabelas. Apesar do pênalti perdido pelo capitão, o tricolor foi poara o intervalo na frente, com um belo bol de Marcelinho Paraíba, relembrando seu potencial de chutes fora da área para a parcialmente esquecida torcida do Maior do Mundo. 1×0 era justo pelo volume e iniciativa do tricolor.


A segunda etapa foi uma completa vergonha. O time simplesmente não jogou e contou com a vontade de vencer da Portuguesa, que mereceu méritos pela ótima partida realizada. Os lados não foram explorados, faltou pernas e entrosamento, além do amontoado no meio. Para completar, as velhas sombras e resquícios do passado novamente atormentaram o time: Dagoberto fez mais uma das suas, sendo expulso infantilmente e saiu de campo com merecidos gritos de “BURRO, BURRO, BURRO” pela torcida; Richarlyson novamente começou o ano provando para quem quisesse ver que, mesmo jogando com toda a sua dedicação, não transmite confiança no torcedor ao realizar a tarefa de comandar a defesa na frente da zaga e Jean, finalmente ele, mostrou que como lateral continua um ótimo volante. Nenhuma culpa para o garoto. Apenas o óbvio: Ele não tem o menor cacoete para jogar naquele setor.

Claro, estamos no início de temporada, tentando adaptar jogadores a um novo sistema, além do velho entrosamento e ritmo de jogo inexistentes, pelo menos na segunda etapa. Mas deu medo esse sistema, com esses jogadores. É mais um sinal que Juvenal Juvêncio, como mandatário tricolor, tem que correr atrás de um ala direito de verdade e, se possível, um cara para fechar a porta da defesa. Eu faria de tudo e traria Cicinho e Alex Silva. O primeiro juntamente com Junior Cesar seriam os alas de verdade do time, e o segundo fecharia a defesa com três zagueiros. Jean é o cara do meio, ou um volante com a experiência e a tarimba necessária para uma Libertadores.

Eu conto com Cicinho como ALA, portanto meu time ideal seria no sistema 3-5-2 com Ceni, André Dias, Alex Silva e Miranda, Cicinho, Jean, Hernanes (Léo Lima), Marcelinho e Junior Cesar. Washington e Dagoberto. Assim aproveitaríamos todos nas suas melhores funções. Mas se não pudermos contar com o Pirulito, basta jogar com Jean no meio e JW na ala mesmo.

Com a palavra a diretoria do São Paulo, que tem a OBRIGAÇÃO de municiar o time de reforços nas posições certas e, se possível, enxugar o elenco com jogadores que certamente não serão aproveitados ao longo do ano. Estaremos cobrando a cada jogo esse equilíbrio.

Foi até bom pegar um time com um pouco mais de tradição e entrosamento que os tradicionais interioranos para vermos claramente e, principalmente, corrigirmos as primeiras falhas. Ganhar de cachorro morto as vezes esconde os defeitos do time.

Para frente, tricolor! Vamos ver se essa derrota não é daquelas do tipo “sai zica de reveillon” quando a lenda diz que tem que beijar a pessoa mais feia depois da meia noite para termos sorte o ano todo…

Saudações tricolores!

Nota dos principais personagens do jogo:

Rogério Ceni Bateu bizonhamente o pênalti e, embora não tenha tido culpa em nenhum dos gols, não esteve em uma boa jornada. Nota: 5,0

Jean Acanhado, deslocado e perdido na direita. Provou que não é do ofício por lá. Nota: 4,5

André Dias Primeiro tempo regular; segundo tempo perdidaço e lento na cobertura. Nota: 5,0

Miranda Um bom primeiro tempo e uma segunda etapa inexistente. Nota: 5,0

Jorge Wagner Tímido como lateral esquerdo . Os lados do campo foram um fracasso hoje. Nota: 4,5

Richarlyson Fez um bom primeiro tempo, mas individualmente falha demais e a maioria das vezes fatalmente, não dando confiança para a torcida. Falta boba no pênalti e insegurança na frente da zaga na segunda etapa. Nota: 4,0

Hernanes Outro que achou que estava treinando. Preso no campo. Ricardo Gomes tem que rever urgentemente sua função dentro do esquema, senão blau blau. Nota: 4,0

Léo Lima Ainda é cedo falar dele e sua função, mas juro que em alguns momentos eu vi o Hugo em campo. Nota: 5,0

Marcelinho Paraíba O único que mostrou serviço, com boa movimentação, tentativa de tabelas e um belo gol, relembrando seus velhos tempos de São Paulo. Parou na segunda etapa mas, mesmo assim, boa estréia! Nota: 7,0

Washington O mesmo de boa parte de 2009, isso é, bola na canela. É jogador de um toque só, dentro da área. Quanto mais tiver bola para ele la dentro melhor! Reclamou ao ser substituído aos 18 do segundo tempo. Atitude ridícula, como as matadas de bola hoje. RG fez bem em experimentar o Roger. Nota: 4,0

Dagoberto Bom primeiro tempo e a mesmo cérebro de ostra de boa parte do ano passado, quando prejudicou sensivelmente o grupo sendo expulso ou tomando amarelos desnecessários em várias partidas. Já começou o ano com o pé direito, na canela do adversário. Nota ZERO!

Roger Entrou no segundo tempo, disputou bolas e deu um chute perigoso mas, assim como W9, a bola tem que chegar redonda para ele na área. Não chegou. Nota: 5,0

Marlos Gostei da vontade e da ousadia dele. Se eu fosse Ricardo Gomes trabalharia o jogador nos lados do campo. Entrou numa gelada, com o time com 10 jogadores mas fez algumas jogadas de rapidez e vontade. Nota: 6,0

Junior Cesar Entrou no desespero. Sem nota.

Ricardo Gomes É cedo para avaliar o sistema, mas a estréia assustou. Não gostei nada do que vi, principalmente na segunda etapa. Na teoria, a formação de hoje só serviu para fragilizar a defesa e embolar o meio campo. Tem que pressionar a diretoria com a vinda de um ala direito e de, pelo menos, mais um cara de confiança para marcar nesse time. Saudades de Josué, Mineiro… Péssima impressão na estréia. Nota: 3,0

Torcida Um bom comparecimento na estréia, com aproximadamente 20 mil pessoas no Morumbi. Gostei do comportamento em relação a expulsão de Dagoberto. Não pode deixar barato não, pois foi desse jeito que deixou o time na mão ano passado. Aposto que o jogador já sentiu na saída de campo que, se não se controlar, a torcida não perdoará. Um belo ”puxão de orelhas” no salário não faria mal. Pelo que se viu em campo, a tendência é diminuir esse público já que o torcedor tricolor é exigente e espera ver, ao menos, um time equilibrado em campo até a Libertadores. O tempo urge!

Saudações tricolores!

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