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Um início bem diferente

Após quatro anos de Muricy e no 3-5-2, o São Paulo de Ricardo Gomes começa o ano com mudanças

Pela primeira vez após quatro anos, o Tricolor dá o pontapé inicial em uma nova temporada sem Muricy Ramalho sentado no banco e com uma mudança significativa no jeito de jogar, reflexo da mentalidade de Ricardo Gomes e da chegada de novos jogadores.

A equipe que enfrenta a Portuguesa no Morumbi, na estreia será bem diferente da que tropeçou nas rodadas finais do Brasileiro e terminou a competição em terceiro lugar.

As caras novas atentem pelos nomes de Marcelinho Paraíba e Léo Lima. Mas o treinador não trocou simplesmente peças, mexeu também na formação tática. Ele fará mais uma tentativa de trocar o 3-5-2 pelo 4-4-2, algo que não deu certo quando assumiu o time há sete meses. E a aposta será no toque de bola e na criatividade.

“Estou apenas dando continuidade ao trabalho”, minimizou Ricardo Gomes. “Não me vejo com uma responsabilidade maior por estar começando o ano aqui. A responsabilidade é grande desde que cheguei ao São Paulo no ano passado”.

Ele já avisou que usará os primeiros sete jogos do Paulistão para preparar o time para estrear na Libertadores, dia 10 de fevereiro, contra o Monterrey, no Morumbi. Mesmo assim não aceita um tropeço, apesar de reconhecer que os jogadores entrarão em campo longe das condições ideais.

“O tempo de preparação é curto, mas temos de acordar com o resultado positivo. O nosso objetivo é o dia 10, mas sem descartar o Paulista”, disse Ricardo Gomes, que promoverá um rodízio entre os jogadores até o jogo de estreia na Libertadores.

O técnic descartou definir claramente uma equipe titular e outra reserva. “Minha ideia é mudar muito de um jogo para o outro. Preciso fazer testes. Não tem isso de equipe A e B, e sim a preocupação em preparar o time”.

O esquema também poderá ser modificado dependendo do desempenho da equipe nos primeiros jogos da temporada. “Não é que eu gosto mais do 4-4-2, gosto de ver o meu time jogando bem sempre. Podemos voltar sem qualquer constrangimento para o 3-5-2.”

Adaptação

O goleiro Rogério Ceni não vê dificuldade para uma adaptação, mas admite que o setor defensivo é o que mais sofrerá neste começo de ano, já que o São Paulo atuou com três zagueiros na maioria dos jogos desde 2004.

“Os laterais têm de marcar em primeiro plano e os zagueiros precisam ficar mais próximos porque não existirá sobra. O bom é que temos o André (Dias) e o Miranda, que têm boa recuperação, são rápidos e técnicos. O importante é que o nosso meio de campo ficará mais forte.”

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