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Opinião - Carpini: o Interino de Si Mesmo no Futebol Brasileiro.

negociações e demissões: bastidores do futebol brasileiro.

Quando a segunda porta se abriu, Thiago Carpini já tinha um substituto. A permanência de treinadores dentro do portal de transferências geralmente dura até o clube estabelecer ao menos um acordo verbal com o próximo contratado, o que permite anunciar a demissão sem correr riscos muito altos de ficar sem ninguém. Horas depois de perder para o Flamengo , o São Paulo já estava apalavrado com o argentino Luis Zubeldía, senha para liberar Carpini do portal. Negociar às costas de um técnico empregado não é uma postura respeitosa (imagine se fosse com você, e, sim, o mesmo vale para técnicos que negociam às costas de clubes), motivo pelo qual esse tipo de movimentação é conduzido por terceiros, em meio ao silêncio institucional que diz o suficiente.

Enquanto o treinador é convertido num cadáver profissional ambulante, enviados atuam e pessoas falam. É apenas por isso que o nome de Zubeldía apareceu insistentemente no noticiário até o acordo. São raros os clubes que não agem assim. Ou, melhor: são raras as pessoas que, em posições de direção em clubes, não agem assim.

Carpini ainda sofreu por ser um técnico em início de carreira, cujas costas, estreitas, não comandam um tratamento mais cuidadoso. Alguém com trajetória estabelecida teria sido dispensado e substituído por um interino. Por longos dias, Carpini experimentou como é ser interino de si mesmo. Zubeldía também é jovem, mas tem mais história para contar, incluindo o episódio recente no qual teria recebido os primeiros contatos são-paulinos com o nível de interesse de quem é assediado por vendedores de jazigos.

Sua chegada ao São Paulo revela que o desgaste, se houve mesmo, serviu para valorizá-lo. Os motivos para contratá-lo são evidentes e não deveriam - como a decisão por procurá-lo de novo comprova - ser ofuscados pela impressão, provavelmente exagerada, de que ele não queria dirigir um clube mais glorioso do que todos aqueles em que trabalhou até hoje, somados.

Ele terá de aprender a lidar com as dificuldades naturais e os defeitos de um calendário de competições que despreza o trabalho de treinadores. Precisará do suporte dos que estão acima dele para ter a adesão dos que estão abaixo, numa dinâmica de conhecimento mútuo que respeite as diferenças de métodos, rotinas e cobranças. Enfrentará um ambiente de futebol que não costuma tolerar profissionais inexperientes como ele foi um dia, aos 27 anos, quando se tornou o técnico mais jovem da história da primeira divisão na Argentina. Um ambiente em que dispensar um treinador sem ter outro já contratado é sinal de incompetência, e trabalhos longos são acertos do acaso.


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Comentários (3)
20/04/2024 12:49:57 Bruno Pedrosa

Reporte falando de ética....kkkk....piada!!! Se o clube demorar em contratar outro técnico vem o mesmo jornalista e fala que a demora é absurda, se já estavam atrás de outro não é ético. Quem se demitiu pela falta de qualidade foi o próprio Carpini que conseguiu pegar um time pronto e estragar.

19/04/2024 19:31:33 Neto Oliveira

O carpinteiro é muito fraco

19/04/2024 16:40:29 Josenildo Silva

Hj interino mais quando chegou na final com o agua santa todos babaram ovo pro cara

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