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Muricy diz que não recusaria convite da seleção em entrevista ao site da Fifa

Técnico relembra a parceria com Telê Santana e o desejo de voltar ao São Paulo para brilhar quando foi demitido em 1996

"Ramalho no auge dos seus poderes" é o título da entrevista especial do técnico do São Paulo para o site da Fifa. Entre outros adjetivos, Muricy é chamado de perfeccionista e estrategista pelo órgão que dirige o futebol mundial, e ainda com um "talento notável para irritar as pessoas". O treinador também deixou claro que um convite para dirigir a seleção brasileira seria aceito naturalmente.

- Recusar este convite seria motivo de piada. Você simplesmente não pode fazer isso. Assim como os jogadores, técnicos também têm o sonho de dirigir a seleção. Se um dia a oportunidade me for apresentada, espero estar preparado. Mas esta não é uma obsessão para mim - disse.

Muricy também contou um pouco da sua história como jogador, quando teve a sua maior frustração da carreira ao ficar fora da Copa do Mundo de 1978 por conta de uma contusão no joelho. O início ao lado de Telê Santana como auxiliar técnico no São Paulo também não foi esquecido. Ele ainda trabalhou com Carlos Alberto Parreira no Morumbi antes de assumir de vez a equipe são-paulina.

- Avisei à diretoria que eles precisavam de paciência para que o trabalho fosse bem feito, mas, após uma série de maus resultados, tive que sair em 1996. Fiquei revoltado porque não achei a demissão justa e por deixar o São Paulo daquela maneira, como um derrotado. Lembro de caminhar completamente sozinho até a entrada do centro de treinamento e pensei: "Um dia, eu vou voltar para conquistar títulos". Demorou alguns anos, mas esse dia chegou em 2006.

Outra época pouco comentada hoje em dia pelo treinador foi a sua passagem pelo futebol chinês, no Shangai Shenshua em 98. Mas, para a Fifa, ele lembrou esta experiência diferente em sua carreira.

- Lembro de trabalhar com um intérprete que aprendeu a falar português em Macau. Foi bem difícil porque eu não entendia nada que ele falava e vice-versa. Além disso, o rapaz não sabia nada sobre futebol e era preciso explicar tudo para que a mensagem chegasse aos jogadores. No fim das contas, parei de me preocupar e os jogadores aprenderam uma ou outra palavra em português, o suficiente para entenderem quando eu ficava aborrecido - contou o treinador à Fifa.

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