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Cabeludo, habilidoso, mas não rebelde: assim era o jogador Muricy Ramalho

Treinador lembra que José Poy implicava com seus cabelos longos

Nos anos 70, a moda era trajar coletes, calças boca-de-sino e usar tamancos. Bolsas eram acessórios masculinos, assim como os cabelos compridos, que completavam o visual. Quem olha para Muricy Ramalho hoje não imagina que o treinador, na época em que ainda jogava futebol, seguia a moda estilo hippie. As longas madeixas eram motivo de briga com o comandante do São Paulo , José Poy. Mas Muricy era tão bom com a bola nos pés que o técnico até aceitou o visual estiloso.



- Toda semana o Poy me dizia: se você não cortar o cabelo não vai jogar. E eu falava: então vou embora seu Zé, não jogo mais. E ia. Mas eu era muito bom e eles iam me buscar em casa (risos). Até que um dia ele me deu uma chance, eu tinha 16 para 17 anos. Era um amistoso, não tinha ninguém para jogar, estava todo mundo machucado. Ele me pôs, e depois daquilo nunca mais cortei o cabelo porque eu arrebentei com o jogo. Ele nunca mais implicou com o meu cabelo, disse que estava até bonito - gargalha Muricy.

Mas o treinador, que recebeu a equipe do GLOBOESPORTE.COM no Guarujá, durante as férias, conta que não era um jogador rebelde. Apenas seguia a moda da década de 70 e sempre foi bastante disciplinado.

- Não era revoltado, era apenas cabeludo e gostava de me vestir como na época, com jardineira, tamanco, aquelas bolsas... Era o que os jovens usavam. Mas sempre fui muito tranqüilo, só a pinta era de rebelde - acrescenta o treinador, lembrando dos velhos tempos.

Desde a época de jogador, Muricy já se interessava por táticas e tinha o desejo de um dia trabalhar como treinador. Quando sofreu uma grave lesão no joelho, em 77, e precisou ficar em tratamento longo, aproveitava o tempo para observar os treinos do São Paulo e aprender mais. Tentou captar algo de todos os comandantes com os quais trabalhou. E diz que, para um jogador trocar o campo pelo banco é preciso se preparar muito bem.

- Quando pensei em parar de jogar já comecei a estudar. Mesmo machucado, ficava vendo os treinos, sempre gostei disso, sou muito observador. Tive Minelli Poy, Parreira, Telê, só fera. Mas com esses caras à disposição tem que ter a humildade de querer aprender. Jogador acha que porque jogou pode ser técnico, e não é bem assim. Tem que estudar. Fiz muitos cursos, sempre fui muito dedicado, e continuo estudando, pois a turma nova é boa - destaca Muricy, citando a nova geração de treinadores que está no mercado.

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