Apesar de não ter conquistado os três pontos fora de casa, objetivo do time para não deixar o Vasco abrir vantagem na luta por uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores, os jogadores do São Paulo festejaram o empate com gostinho de vitória, justamente por causa das situações adversas que eles enfrentaram para conseguir empatar com o Coritiba por 1 a 1. "Na minha opinião, ganhamos um ponto", comemorou Lucas, lembrando que o time fez o gol quando estava com um jogador a menos. "Agora temos de levantar a cabeça e vencer a próxima partida."
O capitão Rogério Ceni também lembrou que o time conseguiu reagir após estar atrás no placar mesmo tendo apenas dez em campo e citou a maratona de viagens que o elenco passou na última semana, que fez com que o fôlego não estivesse 100%. "Essa viagem foi um pouco puxada e acho que nosso time deixou a desejar no primeiro tempo. Mas com dez jogadores e só dois atacantes, depois de termos começado a partida com três, fizemos o gol", lembrou.
No meio da semana, o São Paulo enfrentou quase 20 horas entre avião e ônibus para chegar à cidade equatoriana de Loja e o mesmo tanto para retornar ao Brasil. No sábado, logo após um treinamento regenerativo para os titulares, embarcou para Curitiba para a partida do Campeonato Brasileiro. Tudo isso, segundo os jogadores, atrapalhou um pouco o desempenho da equipe. "O time tem tentado correr, se superar, mas sabemos que temos algumas carências. De qualquer forma, com dez jogadores tivemos vontade de vencer", continua Ceni.
Na bronca. Para o goleiro, o São Paulo acabou sendo prejudicado pela atuação do árbitro Péricles Bassols Cortez, que não anotou um pênalti de Vanderlei em Ademilson no primeiro tempo - e ainda deu cartão amarelo para o são-paulino por simulação -, mas marcou um de Rhodolfo em cima de Rafinha na etapa final. "O fator determinante para o resultado da partida foi o árbitro. Se ele tem o mesmo critério para apitar, na pior das hipóteses não deveria marcar nenhum dos dois pênaltis", reclamou o capitão, lembrando que teve pouco trabalho na partida. "O Coritiba não chegou, teve mais posse de bola, jogou pelas laterais, mas quase não teve chance clara."
O herói tricolor Osvaldo concorda com Ceni e acha que o meia Rafinha valorizou demais a jogada. "Não foi pênalti, todo mundo viu. O Rafinha acabou se atirando e o juiz foi na onda dele", disse o atacante, negando que estivesse em posição de impedimento na jogada que fez o gol de empate. "Eu estava em condição normal. Acabamos fazendo o gol e até tivemos a chance de fazer o segundo depois com o Casemiro."
Confusão. No final da partida, a atitude de uma torcedora de 12 anos do Coritiba gerou confusão. A menina recebeu de presente uma camisa do rival Lucas, que deixava o gramado, e foi duramente repreendida por parte dos torcedores do Coritiba. Desesperados com a possibilidade de uma agressão, ela e o pai devolveram o uniforme.
"É ridícula essa atitude. A menininha estava gritando o meu nome e eu fui dar a camisa para ela. Independentemente da torcida por um clube, a paz está acima de tudo. Infelizmente, este é o nosso país", criticou Lucas.
Empate é festejado, mas time reclama
Fonte Estadão
1 de Outubro de 2012
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