Em um ano marcado por festas grandiosas para os ídolos Rogério Ceni e Luis Fabiano, a torcida do São Paulo teve mais motivos para lamentar do que para sorrir. Assim como em 2009 e 2010, o time do Morumbi passou em branco em 2011 e, pela segunda temporada consecutiva, não conseguiu nem se classificar para a Copa Libertadores.
A diretoria constatou na reta final do Campeonato Brasileiro que a culpa pela má fase foi do apático elenco. Antes disso, porém, tentou acertar o rumo trocando de técnico: Paulo César Carpegiani, descartado em junho, foi substituído por Adilson Batista, que acabou demitido em outubro e deu lugar a Emerson Leão e sua fama de linha-dura. Nenhum dos três obteve os resultados esperados.

Rogério Ceni comemorou façanhas individuais no fraco ano do São Paulo: 100 gols e 1000 jogos
CAMPEONATO PAULISTA
Em 27 de março, ainda na primeira fase do Paulistão, o centésimo gol da carreira de Rogério Ceni aconteceu em enredo perfeito: nos 2 a 1 que quebraram um jejum de quase quatro anos sem vencer o rival Corinthians. Dois dias depois, 45 mil pessoas foram ao Morumbi para a apresentação de Luis Fabiano, que custou R$ 17 milhões aos cofres do Tricolor.
O São Paulo terminou a primeira fase na liderança da competição e eliminou a Portuguesa com uma vitória por 2 a 0 nas quartas de final. Tudo caminhava bem até 30 de abril, quando o time esbarrou no Santos de Neymar e foi eliminado do Estadual com uma derrota por 2 a 0 em casa.
COPA DO BRASIL
Além de dar ao campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte, a Copa do Brasil chamava a atenção do São Paulo por ser a única das grandes competições que o clube jamais conquistou. A equipe paulista chegou às quartas de final após eliminar, sem brilho, Treze-PB, Santa Cruz e Goiás. No jogo de ida contra o Avaí, vitória por 1 a 0 no Morumbi. Na Ressacada, dia 12 de maio, ainda abalados pela recente eliminação no Paulistão, os tricolores perderam de virada por 3 a 1 e deram adeus ao torneio.
Àquela altura, a estreia de Luis Fabiano já havia sido adiada duas vezes e o atacante vivia um drama para se livrar de uma contusão sofrida ainda com a camisa do Sevilla. Sem poder contar com seu reforço mais caro, o São Paulo ainda viu outro atleta contratado sob a luz dos holofotes causar intriga: insatisfeito com a reserva, Rivaldo, trazido do Mogi Mirim após indicação de Ceni e apontado como possível estrela do marketing, reclamou publicamente de Carpegiani. O técnico respondeu questionando o caráter do veterano e ambos escaparam da demissão ao se desculparem diante da imprensa após reunião com Juvenal Juvêncio.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Luis Fabiano teve apresentação de gala e estádio lotado na estreia, mas foi atrapalhado por lesão
CAMPEONATO BRASILEIRO
Carpegiani, que balançava no cargo após a queda na Copa do Brasil, conseguiu se sustentar ao vencer as cinco primeiras partidas do Brasileirão. Na sexta, porém, perdeu o rumo e foi goleado por 5 a 0 pelo Corinthians.
Criticado por mandar o time ao ataque mesmo após a expulsão de Carlinhos Paraíba, no primeiro tempo do jogo no Pacaembu, o treinador foi apontado internamente como maior culpado pelo vexame diante do inimigo alvinegro. Já sem clima, ainda foi derrotado por Botafogo e Flamengo antes de sair.
Depois de duas vitórias sob comando do interino Milton Cruz, contra Cruzeiro e Internacional, o Tricolor anunciou Adilson Batista, que já chegou sob desconfiança pelos resultados ruins à frente de Corinthians, Santos e Atlético-PR e também não deu certo no Morumbi. Na competição nacional, ele dirigiu o time 20 vezes, com seis vitórias, nove empates e cinco derrotas.
O treinador ainda ganhou reforços na janela de transferências. Cícero, Piris e João Filipe, foram aproveitados com frequência entre os titulares, mas Denilson acumulou expulsões e o argentino Cañete, em quem a diretoria investiu cerca de R$ 5 milhões, sofreu com lesões e não resolveu o problema da armação. O esperado embalo, que parecia ter sido iniciado em 7 de setembro, quando o Morumbi ficou lotado para festejar o milésimo jogo de Rogério Ceni e uma vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, não veio.
Além disso, Adilson, que apontava o retorno de Luis Fabiano como provável divisor de águas na busca pelo título nacional, dirigiu o atacante em apenas quatro partidas. Na estreia do camisa 9, foi xingado por mais de 60 mil fanáticos ao colocar Carlinhos Paraíba no lugar do ídolo e permitir que o Flamengo fosse ao ataque para vencer por 2 a 1 em pleno Morumbi. Depois, cedeu um empate por 3 a 3 ao Cruzeiro, empatou sem gols com o Inter e foi atropelado pelo Atlético-GO: 3 a 0 e demissão no Serra Dourada.
Vice-líder antes da chegada do comandante, o São Paulo o mandou embora já amargando a sexta colocação. Milton Cruz dirigiu a equipe no empate sem gols contra o Coritiba e alguns jogadores defendiam sua efetivação, mas Juvenal Juvêncio tinha outros planos para apagar o incêndio. O presidente chamou Emerson Leão para "despertar" o elenco e ameaçou dispensar quase todos os atletas caso os resultados não viessem. Não adiantou: mesmo com seis gols de Luis Fabiano, os paulistas acumularam três derrotas, três vitórias e um empate na reta final e ficaram sem a vaga na Libertadores.
O treinador ainda ganhou reforços na janela de transferências. Cícero, Piris e João Filipe, foram aproveitados com frequência entre os titulares, mas Denilson acumulou expulsões e o argentino Cañete, em quem a diretoria investiu cerca de R$ 5 milhões, sofreu com lesões e não resolveu o problema da armação. O esperado embalo, que parecia ter sido iniciado em 7 de setembro, quando o Morumbi ficou lotado para festejar o milésimo jogo de Rogério Ceni e uma vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, não veio.
Além disso, Adilson, que apontava o retorno de Luis Fabiano como provável divisor de águas na busca pelo título nacional, dirigiu o atacante em apenas quatro partidas. Na estreia do camisa 9, foi xingado por mais de 60 mil fanáticos ao colocar Carlinhos Paraíba no lugar do ídolo e permitir que o Flamengo fosse ao ataque para vencer por 2 a 1 em pleno Morumbi. Depois, cedeu um empate por 3 a 3 ao Cruzeiro, empatou sem gols com o Inter e foi atropelado pelo Atlético-GO: 3 a 0 e demissão no Serra Dourada.
Vice-líder antes da chegada do comandante, o São Paulo o mandou embora já amargando a sexta colocação. Milton Cruz dirigiu a equipe no empate sem gols contra o Coritiba e alguns jogadores defendiam sua efetivação, mas Juvenal Juvêncio tinha outros planos para apagar o incêndio. O presidente chamou Emerson Leão para "despertar" o elenco e ameaçou dispensar quase todos os atletas caso os resultados não viessem. Não adiantou: mesmo com seis gols de Luis Fabiano, os paulistas acumularam três derrotas, três vitórias e um empate na reta final e ficaram sem a vaga na Libertadores.
COPA SUL-AMERICANA
O São Paulo disputou apenas quatro partidas pela competição e teve três técnicos diferentes. Depois de eliminar o Ceará com derrota fora e vitória em casa, sob comando de Adilson Batista, a equipe contou com o primeiro gol de Luis Fabiano nesta nova passagem para abrir vantagem sobre o Libertad (Paraguai) com uma vitória por 1 a 0 no Morumbi, já com Milton Cruz esquentando o lugar para Leão estrear no jogo de volta com derrota por 2 a 0 e eliminação.
Djalma Vassão/Gazeta Press

Elenco do São Paulo não correspondeu às expectativas e deve ser severamente mudado para 2012