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Livro apresenta o time dos melhores técnicos da história do Brasil

Jornalista Maurício Noriega faz extensa pesquisa e escala os 11 principais técnicos que atuaram no país pentacampeão mundial

Quem foram os melhores jogadores que atuaram no futebol brasileiro? Pelé é unanimidade. Mas para se montar a melhor formação de todos os tempos, certamente existirão opiniões divergentes. E os melhores treinadores que atuaram no futebol brasileiro? Escolher os 11 principais técnicos da história do país foi o desafio assumido pelo jornalista Maurício Noriega. Após 14 meses de pesquisas e entrevistas com mais de 80 pessoas dentro e fora do Brasil, o comentarista do SporTV chegou à relação final. Reunida no livro "Os 11 maiores treinadores do futebol brasileiro".

Os escalados foram: Oswaldo Brandão, Vicente Feola, Bela Gutman, Lula, Zagallo, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho.

Uma lista que gera muito debate, como quase tudo relacionado ao esporte mais popular do planeta. Alguns reclamam da ausência de nomes como o estrategista Tim (Elba de Pádua Lima) e dos campeões mundiais Aymoré Moreira e Carlos Alberto Parreira. A presença de outros também causa polêmica. Como Oswaldo Brandão e Muricy Ramalho. Noriega afirma que tiveram que ficar fora da lista "diversos técnicos espetaculares". Como "Fleitas Solich, Tim, os irmãos Moreira (Aymoré, Zezé e Airton), Carlos Alberto Parreira e Martim Francisco".

- Nunca quis dizer no livro que um é melhor que o outro e os que não aparecem no livro não são bons. Cada um tem a sua lista e todas são válidas. Apenas utilizei um critério, que era a partir de 1958, com a conquista da Copa do Mundo, e de 1959, com o início dos torneios nacionais - diz o autor da obra, que vai ser lançada nesta segunda-feira em São Paulo, na livraria Cultura do Conjunto Nacional, às 19h.

Maurício Noriega - Entrevistei mais de 80 pessoas no Brasil, Argentina, Uruguai e Europa. Jogadores, ex-jogadores, treinadores, jornalistas e dirigentes. Depois de cada perfil há uma entrevista de um jogador ou ex-jogador que trabalhou com o técnico e explica porque o considera fundamental.
Na sua opinião, qual seria o número um da lista? O melhor técnico que atuou no país em todos os tempos?

Não penso num treinador como o número um. A lista não tem ordem de classificação, é cronológica. Meu critério foi o seguinte: pensei a partir de 1958, quando o Brasil ganha a primeira Copa, em coisas que aconteceram e contribuíram para aquilo. E a partir de 1959, com o início dos torneios nacionais no país. Antes era uma coisa muito fechada entre Rio e São Paulo, não havia aspecto nacional. Mas a história que me parece mais impressionante pelos feitos e pela longevidade é a do Zagallo.

A lista tem um estrangeiro, o húngaro Bela Gutman. De que forma ele foi importante para o desenvolvimento do futebol brasileiro?
Gutman foi treinador do mítico time do Honved, da Hungria, que excursionou pelo Brasil em 57 com uma legião de craques, entre eles o genial Puskas. Vicente Feola sugeriu sua contratação ao São Paulo. Gutman introduziu inovações, fez coisas que ninguém fazia antes no Brasil em métodos de treinamento. Isso eu ouvi de vários jogadores e jornalistas que entrevistei e que viram os treinamentos de Gutman ou foram treinados por ele. A inspiração era a Hungria, claro. Dino Sani diz no livro que o São Paulo do Bela Gutman era a cara da Hungria, e que o 4-2-4 adotado pelo Feola na Copa de 58 teve inspiração húngara.

Dos 11 treinadores, qual poderia ser considerado o maior estrategista?
Taticamente, pelo que ouvi e pesquisei, dos que estão no livro, Ênio Andrade, Zagallo, Rubens Minelli e Luxemburgo tiveram ou têm grande conhecimento das estratégias do futebol. Mas sempre se fala muito bem do Tim e de Zezé e Aymoré Moreira no aspecto tático.

A lista tem três treinadores em atividade (Felipão, Luxemburgo e Muricy). Há outros técnicos da atualidade nos quais você vê potencial para figurar no futuro em uma relação do melhores de todos os tempos?
Sem dúvida. Minha lista não é autoritária, não sei mais do que ninguém, é apenas um ponto de vista. Paulo Autuori é um grande treinador. Parreira é um grande conhecedor de futebol, o Vagner Mancini, o Mano Menezes e o Ney Franco são ótimos profissionais da nova geração, assim como o Cuca, o Tite, o Abel Braga.

Provavelmente, você teve dificuldades para fechar a lista de 11 nomes diante do grande número de treinadores importantes que atuaram no país. Quais os treinadores que ficaram próximos de entrar para a relação?

Muitos treinadores. Antes de fechar em 11 fiz uma lista que incluiu diversos nomes de técnicos espetaculares. Fleitas Solich, Tim, os irmãos Moreira (Aymoré, Zezé e Airton), Carlos Alberto Parreira, Martim Francisco. São vários. Nunca quis dizer no livro que um é melhor que o outro e os que não aparecem no livro não são bons. Cada um tem a sua lista e todas são válidas. Apenas utilizei um critério, que era a partir de 1958, com a conquista da Copa, e de 1959, com o início dos torneios nacionais.

O livro está tendo muita repercussão. Quais os nomes que têm gerado mais debate pela presença ou ausência da lista?

Pela presença, muita gente reclama do Muricy, por exemplo. Mas ele fez história, tricampeão nacional com um mesmo time, fato inédito, e no tão elogiado sistema de pontos corridos. O livro abrange vários momentos do futebol brasileiro. Leitores cariocas reclamam da inclusão dele e da ausência do (Cláudio) Coutinho, do Tim, por exemplo. Leitores paulistas reclamam da inclusão do Zagallo. Ainda há muito bairrismo. Associam a imagem do treinador ao estado do time que treinou. Falam que eu coloquei o Telê porque sou paulista. Mas esquecem que Telê foi campeão nacional com o Fluminense e com o Atlético-MG. E que o Minelli marcou época no Sul, embora tenha nascido em São Paulo. Alguns não aceitam os nomes do Lula (Santos) e do Feola. Ainda persistem idéias de que eles eram peças decorativas num mar de craques. As entrevistas do Zito e do Djalma Santos desmentem isso.

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