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Leco infringiu Lei e só não foi afastado por ausência de Ministério do Esporte

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[O SPFC.Net se isenta de opiniões políticas federais]

Em primeiro lugar quero esclarecer: não estamos criticando a gestão Bolsonaro e nem discutindo política nacional, estamos informando a torcida de uma enxurrada de fatos de ordem federal e paralelamente são paulinas, que desencadearam o atual momento: um presidente(Leco) no poder que aumenta as dívidas, passível legislativamente de afastamento e impeachment, porém, sem um órgão regulador que fiscalize e execute a ação pela extinção de um ministério desde 2018 na troca presidencial(do Brasil). E um presidente do Conselho que, em teoria, deveria ser "o cara" que nos representa perante à uma irregularidade tão séria, que ignora e não atua. Abaixo explico porque é baseado em Lei e, inclusive, o mandatário poderia responder criminalmente pelos erros na atual gestão tricolor.



Ma que de já fique claro: Por Lei e por Estatuto, não meramente por um conceito clichê #ForaLeco, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva deveria estar afastado ou ser impeachmado de seu cargo. Se hoje ainda o exerce é pela omissão duvidosa do presidente do Conselho, Marcelo Pupo. Pupo, sabíamos que Leco não representava essa nação, mas você demonstrou que também não nos representa colocando opiniões particulares sobre conselheiros acima dos artigos do Estatuto e Regime Interno tricolor e da Lei. Clicando aqui segue UM DOS VÁRIOS requerimentos ignorados Agora vamos entender:







Pra entender o que acontece no São Paulo hoje, é preciso voltar em 2015, quando o Governo Federal criou o PROFUT. Uma explicação breve e descomplicada: um programa de modernização e responsabilidade fiscal para o futebol que visava ajudar os clubes no abatimentos de suas dívidas - estavam todos à beira da falência, inclusive o São Paulo - dando maior prazo, descontos e isenção aos débitos. Pra participar do desconto, foi criado um conjunto de regras que os clubes precisam seguir.



Voltando ao São Paulo: no final de todo ano, o tricolorfaz uma previsão anual de gastos (salários de atletas/funcionários, contas, viagens de campeonatos, ações na justiça, etc) e uma previsão de quanto arrecadará (dinheiro de venda de jogadores, patrocínios, transmissões, etc). Com a matemática desses dois fatores, o São Paulo prevê qual será seu balanço financeiro e pode decidir com responsabilidade o quanto gastar com atletas e melhorias, abater dívidas e fechar no azul. A previsão de 2019 era superávit de R$ 1 milhão, tendo gastos de mais de R$ 470milhões e arrecadando R$ 471 milhões. (esse 470/471 já parecia piada, mas vamos continuar..)



Em setembro de 2019 o São Paulo já anunciava a tragédia que estava por vir: a mídia divulgou novos empréstimos em bancos, o São Paulo já somava mais de R$ 70 milhões de déficit faltanto 4 meses pra acabar o ano. O Conselho Deliberativo se assustou e inúmeras cobranças sobre transações e contratos foram enviadas ao presidente do CD, Marcelo Pupo, que ignorou todas. (parabéns aos envolvidos pelo descaso)



Em Dezembro o São Paulo se encontrava em uma nova bancarrota financeira não vista antes desde Carlos Miguel Aidar (apesar de motivos diferentes, porém, tão ruins para os cofres quanto) e precisava vender o atleta Antony às pressas, porém, não o fez decidindo aguardar. O São Paulo fechou o ano com déficit de 153 milhões de reais. Sim, você não está lendo errado, o São Paulo errou em mais de R$ 150 milhões sua previsão.



Se você clicar aqui, vai poder ler a entrevista do Diretor Financeiro sobre o balanço de 2019 dizendo "Sim ele é passível de Impeachment"



É como eu ir à farmacia dizendo que comprarei um antigripal por R$ 1,50 e voltar para casa sem o carro, sem as roupas, o nome sujo e devendo o valor equivalente à uma mansão a vários bancos diferentes. Não foi um errinho besta, uma falha da calculadora, uma conta de multiplicação não revizada: foi um erro que pode levar um clube à falência.



Sem chance para futuros presidentes, o São Paulo virou uma bomba.



O que a o Ministério do Esporte tem a ver? Indiretamente, uma decisão do presidente Jair Bolsonaro tomada em 2018 é o que mantém hoje o Leco na presidência do São Paulo além da inércia do Presidente do Conselho tricolor, Marcelo Pupo, claro. Isso porque em 2018 o Ministério do Esporte foi extindo e quaisquer decisões sobre esporte foram anexadas à parte da Cidadania assim que Bolsonaro assumiu, com isso o órgão que regula o PROFUT, o apfut, perdeu força, foi deixado de lado e hoje não tem presidente ou equipe que mantenha reuniões ativas para fiscalizar os clubes.







E o que o PROFUT tem a ver com a permanência de Leco na presidência?

O conjunto de regras do PROFUT diz que é considerado ato de gestão temerária (devendo causar afastamento imediato do presidente e levar os dirigentes a responderem CRIMINALMENTE) atos que infrinjam o Estatuto; formar défice ou prejuízo anual acima de 20% da receita bruta do ano anterior; não divulgar de forma transparente informações de gestão aos associados e torcedores em seu site oficial; atuar com inércia administrativa na tomada de providências que assegurem a diminuição dos défices fiscal e trabalhista; entre outras que há de se discutir através de contratos de camarotes se foram quebradas ou não.



Ademais, o Estatuto do São Paulo diz no artigo 137 que a previsão orçamentária não pode ser estourada em mais de 5%. O São Paulo com o balando de 2019 fechado em déficit de R$ 150 milhões estourou todas as regras acima e não atualiza seus contratos no portal de transparência desde 2018.



Se tivéssemos ainda um Ministério do Esporte que regularia o APFUT, o presidente Leco seria imediatamente afastado em março deste ano quando o balanço fosse aprovado pelo Conselho Deliberativo. Na ausência de ambos, MArcelo Pupo também segue em silêncio (oi, mas por quê?) seguimos em tempo de paralisação do futebol, com aumento de dívidas e escasses de recursos o que demanda mais responsabilidade nos atos.







Finalizaremos o ano mais difícil da história do futebol com uma gestão que podemos dizer em alto e bom som sem medo de parecer clichê: é temerária, é perigosa e equivale a Carlos Miguel Aidar com atitudes diferentes mas o mesmo resultado.



Ao presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo: gostaríamos nós, torcedores de coração que mantemos a alma deste time acesa por todos os cantos do mundo, que somos os verdadeiros senhorios dessa nação, por que ignorou todos os pedidos de conselheiros para averiguar a gestão de Leco como exige o artigo.



Já que não há argumentos para nos responder, responderá na justiça assim que os prazos retornarem ao normal. Você ao lado de Leco infringiu também o estatuto de forma diferente.



Explico melhor a situação de Marcelo Pupo e Leco em um próximo texto, afinal, são muitos detalhes para apenas um artigo.



Clique: O São Paulo tem uma Nota Oficial de esclarecimento a tudo o que está descrito acima do ano passado dizendo que "o ano de 2019 ainda estava em curso" então poderiam, quem sabe, em apenas um mês não fechar estourar o balanço em mais de 200%



Layla Reis @laylarps



Uma torcida que merece respeito




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Comentários (21)

31/05/2020 15:57:26 Emerson Klein Marinho

Tem que voltar logo o futebol, para ver se esses blogueirinho de merda desse site começa a postar algo que vale a pena ler

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