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Apesar do clima de decisão e de tudo o que representa o título da Copinha, ambas as equipes não deixam de dar valor ao aprendizado adquirido apenas por chegar às fases finais do torneio. Por mais que os garotos vejam o jogo como uma oportunidade de ganhar uma visibilidade ainda maior, os treinadores fazem questão de ressaltar que a vitória, neste caso, não é necessariamente o objetivo mais importante.
“É importante vencer, importante que os garotos consigam se destacar sendo campeões. Mas é muito mais importante você chegar a uma final, ou próximo a uma final, e ter a consciência de que, se você não venceu naquele momento, pode vencer muito mais ali na frente. É importante vencer, mas o aprendizado que eles têm é mais importante ainda”, apontou Orlando Ribeiro.
“É uma competição tradicional, importantíssima, e sabemos o que ela pode trazer para o atleta em termos de formação. Disputamos campeonatos importantes, de bom nível, ao longo do ano, mas a Copa São Paulo é peculiar em algumas questões. Disputamos alguns jogos com público maior, com a presença da mídia, e são fatores que ajudam bastante no aspecto emocional dos jogadores, ainda mais em um momento em que eles se aproximam tanto da realidade do profissional”, completou Marcos Valadares.
Por se tratar de dois dos maiores clubes do país, a expectativa é de casa cheia. Os ingressos estão próximos do esgotamento e as arquibancadas do Pacaembu devem receber cerca de 40 mil torcedores na tarde sexta-feira. O fato, porém, não assusta nem o são-paulino Antony, nem o cruzmaltino Lucas, que garantem já estar preparados para a grande pressão a que estarão expostos.
“É um privilégio jogar com um público desse. Eu, particularmente, sou bem tranquilo quanto a isso. Já estive em algumas partidas do profissional e vi o quanto ajuda. Mesmo no banco, só de sentir aquela energia já nos faz nos sentir privilegiados. Sei que não estamos no nosso estado e que a gente pode encontrar mais torcedores adversários, mas já estamos preparados, desde pequenos sabemos que isso aconteceria. Procuramos manter o foco dentro de campo, no que o professor nos passa, para que a gente possa sair vitorioso”, apontou o vascaíno.
“É muito gratificante. Tive algumas oportunidades no profissional, inclusive com mais torcedores no estádio. Quanto a isso, eu também sou bem tranquilo e acho que, quando estamos dentro das quatro linhas, a concentração é total. Estou bem preparado também”, completou Antony.
São Paulo e Vasco se enfrentarão em uma decisão de Copa São Paulo pela segunda vez na história. A primeira foi em 1992, quando o time carioca venceu o paulista nos pênaltis, após o empate em 1 a 1. No tempo normal, os gols foram marcados pelo então jovem artilheiro vascaíno Valdir Bigode, que foi o grande goleador daquela edição, e pelo meio-campista tricolor Andrei.
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