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Em clássico eletrizante, São Paulo bate a Portuguesa no fim e segue líder isolado

Tricolor paulista não pode ser ultrapassado no domingo. Já a Lusa volta à zona de rebaixamento

Num clássico emocionante, o São Paulo mostrou que seus principais concorrentes ao título do Brasileirão terão de secar muito. O Tricolor contou com a sorte e bateu a Portuguesa por 3 a 2, em uma partida bastante movimentada, com momentos de muito nervosismo para as duas torcidas, que lotaram o estádio. Borges foi o nome da partida, marcando dois e aparecendo no terceiro.

Com o resultado, o visitante é líder, agora com 65 pontos, e não pode ser ultrapassado nesta rodada. O anfitrião, que foi melhor no segundo tempo, tem 36 pontos e volta para a zona de rebaixamento por causa da vitória do Vasco sobre o Santos. Na próxima rodada, o Tricolor recebe o Figueirense, no Morumbi, no domingo, e a Lusa encara o Fluminense, no sábado, no Rio.

Borges garante o São Paulo no primeiro tempo


Apesar de a venda de ingressos ter sido direcionada e dividida, a torcida do São Paulo ocupava 3/4 do Canindé. Mas quem teve a primeira chance foi a equipe da casa, com boa jogada de Fellype Gabriel. Ele cruzou na área procurando Athirson, mas foi Joilson que chegou primeiro.

O São Paulo logo se organizou em campo. Sem Hugo, suspenso, coube a Hernanes a ligação com o ataque. Mas ele dividiu a responsabilidade de criar com Jean e Jorge Wagner. Este já apostava nas bolas paradas antes do jogo. E estava certo. Aos oito minutos, ele cobrou falta de média distância, e o Gottardi bateu roupa. Borges chegou e aproveitou a bobeada do goleiro, empurrando para a rede. Festa da torcida são-paulina, que dançou com o atacante!

Apesar de contar com jogadores habilidosos, como Fellype, Preto e Athirson, a Lusa entrou com uma postura defensiva. Mas precisou sair mais para o jogo após o prejuízo em casa. Aos 20, em boa jogada de Gavilán pela direita, Fellype recebeu e quase empatou, mas se atrapalhou na hora da conclusão. Aos 26, Edno cobrou falta quase no bico esquerdo da área e Ceni precisou saltar para impedir o gol dos anfitriões. A Lusa crescia no jogo.

o São Paulo chegava em investidas individuais como a de Borges, que conseguiu uma falta pela esquerda. A seqüência não foi bem aproveitada. Mas, pouco depois, Jorge Wagner cobrou escanteio e Gottardi não achou nada, mais uma vez. Contou com o desarme de sua defesa. E a dona da casa, que se arriscava mais, conseguiu o empate aos 41. Preto criou a jogada pela direita e lançou para Jonas, que chegou de frente para o gol e chutou rasteiro no canto direito de Ceni. Agora era a torcida da Lusa que celebrava!

Mas a comemoração dos anfitriões não durou muito tempo. Em contra-ataque rápido e objetivo, Dagoberto e Borges tabelaram até a área, quando o camisa 17 chutou forte, sem chances para Gottardi. Borges ajoelhou diante da torcida, abraçado pelo companheiro de tabela. E o São Paulo foi para o intervalo à frente no placar.

Antes do início da etapa complementar, uma cena lamentável. Torcedores do São Paulo e da Portuguesa se provocaram pela grade. Parte de um alambrado foi arrebentada pela torcida da Lusa e a Polícia entrou em ação.

Lusa se recupera, mas Zé Luis salva


Vendo que Preto não estava sendo bem aproveitado, Estevam Soares tirou Gavilán e pôs Wilton Goiano pelo lado, para que Preto pudesse jogar pelo meio. Deu certo. Quem chegou mais no início do segundo tempo foi a Lusa, sufocando o São Paulo. Também com mais liberdade, Athirson deu trabalho para a defesa tricolor. Aos 14, Fellype Gabriel recebeu de Preto e só não concluiu porque André Dias protegeu para que Ceni ficasse com a bola.

A resposta são-paulina foi rápida. Empurrado pela torcida, que cantou o tempo todo, Dagoberto tabelou com Hernanes, que tentou passar pela defesa no drible, mas deixou para Jean chutar, mas este foi travado. Pouco depois, um lance que levou o técnico Muricy Ramalho ao desespero: Gottardi derrubou Rodrigo, cometendo pênalti, que o juiz não marcou.

Heverton entrou para tentar ajudar a Lusa a chegar ao empate. Em sua primeira participação, cruzou uma bola rasteira na área, mas Edno, por questão de centímetros, não chegou no lance. Era uma grande chance perdida pela anfitriã. O torcedor só não sentiu tanta falta desta oportunidade porque, aos 27, Jonas aproveitou um cruzamento e, livre de marcação, fez o gol de empate no Canindé. Era a vez de a torcida da Lusa gritar no Canindé.

Após o empate, a Portuguesa ainda deu muito trabalho para a zaga são-paulina e poderia ter feito mais um. O visitante também teve algumas chances, mas não era o suficiente. Insatisfeito, Muricy colocou mais um atacante em campo para tentar a vitória nos minutos finais: Éder Luis. Estevam respondeu com uma substituição para fechar o time.

Quando o torcedor são-paulino já começava a lamentar o empate, um lance salvador deu a vitória ao Tricolor. Após cobrança de Jorge Wagner, aos 42 minutos, Zé Luis subiu e desviou para. Borges tocou nela, mas já dentro do gol. Explodiu a torcida são-paulina! A Lusa ainda meteu uma bola no travessão com Edno e pressionou até o último minuto, mas o São Paulo conseguiu deixar o Canindé vencedor.

Ficha Técnica



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