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No Palestra, Tricolor cede empate e segue atrás do Verdão

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Todas as expectativas de um duelo tenso neste domingo no Palestra Itália foram confirmadas. Em um duelo de lances acirrados, com três expulsões, o São Paulo chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, mas o Palmeiras fez valer sua condição de melhor mandante do Brasileiro e buscou o empate em 2 a 2 que o mantém à frente do arqui-rival.

O ponto conquistado nesta tarde fez o time de Wanderley Luxemburgo cair para o terceiro lugar, já que o Cruzeiro também chegou a 55 e vence nos critérios de desempate, mas a distância para o Grêmio continua em um ponto. Já o São Paulo continua em quarto, agora com 53 pontos.

A história do clássico começou a ser escrita com quatro minutos de jogo, quando Léo Lima fez pênalti em Jean e Rogério Ceni converteu. Aos 44, quando Borges e Diego Souza já haviam sido expulsos, Dagoberto aproveitou contra-ataque para fazer mais um. No segundo tempo, os donos da cas empataram em dois minutos. Aos 33, Kléber concluiu jogada de Denílson para descontar e Leandro, com desvio de Dagoberto, igualou em falta cobrada da entrada da área.

O jogo – A tensão que envolveu as vésperas da partida foi repetida antes mesmo do clássico, quando o Palmeiras divulgou duas escalações diferentes. Na que entrou em campo, Martinez era confirmado como desfalque, por lesão. A zaga era formada por Maurício, Roque Júnior e Gustavo, que tinham à sua frente Léo Lima como substituto de Jumar. No São Paulo, menos mistério: Dagoberto era o parceiro de Borges na frente, com Zé Luis na ala-direita.

Com esta disposição em campo, o time de Wanderley Luxemburgo tentou impor seu ritmo desde o início, fazendo pressão na saída de bola são-paulina. Diego Souza, Kléber e Alex Mineiro, auxiliados por Sandro Silva, tinham a missão de dificultar a vida de Rodrigo, Miranda e Rodrigo. Desta maneira, o camisa 9 alviverde assustou com três minutos, em chutes que bateu nas redes pelo lado de fora.

Atuando na casa do arqui-rival, a aposta tricolor era nos contra-ataques. Estratégia que deu certo cedo. Logo aos quatro minutos, Hernanes lançou Jean, que entrou na área e foi derrubado por Léo Lima. Pênalti, que Rogério Ceni bateu com categoria, no canto contrário à queda de Marcos, para abrir o placar.

Já sem um zero no marcador, as confusões em campo começaram. Logo na saída de bola, Diego Souza tentou tocar rápido para surpreender o arqueiro rival, que voltava à meta. Borges impediu e os dois trocaram chutes e empurrões. Foram punidos com o cartão vermelho.

Sem uma de suas referências, Luxa sacou Maurício e escalou Evandro. O recado era claro: o Verdão tinha que partir para o ataque. A ânsia, no entanto, deflagrava a fragilidade da defesa mandante. Confusos sem um terceiro companheiro, Roque Júnior e Gustavo abriam espaços para Dagoberto e Jorge Wagner flutuarem com tranqüilidade à frente de Marcos.

O cenário ficou claro aos oito minutos. Após cobrança de escanteio, Roque Júnior cabeceou no chão e Rogério Ceni salvou com uma defesa incrível. No contra-ataque, Zé Lusi lançou Dagoberto. Livre na pequena área, o atacante só empurrou para as redes, mas o gol foi invalidado por impedimento.

O susto não alterou a forma de jogo dos donos da casa. E a chave do jogo, tanto para os são-paulinos, que se fechavam em seu campo, quanto para os palmeirenses, nervosos em busca do empate, era na lateral que Jorge Wagner tentava defender o trio formado por Elder Granja, Sandro Silva e Evandro. Do outro lado, Zé Luis não arriscava e também não dava chance para Leandro.

Neste panorama, e com a constante movimentação de seus homens de frente, o Palmeiras criou muitas oportunidades. Sempre trocando passes, o time chegava na área. Mas tinha Rogério Ceni no caminho. O goleiro tricolor se tornou o nome do confronto com duas grandes defesas em dois chutes à queima-roupa de Alex Mineiro e em outra tentativa de Kléber na pequena área.

A ótima atuação do arqueiro do Morumbi teve espaço até para a sorte. Aos 36 minutos, Elder Granja cruzou na medida para Alex Mineiro. Sem marcação, o atacante cabeceou, a bola bateu no travessão e caiu em cima da linha. O estádio clamava por gol, que Sálvio Spinola recusou-se a dar, com correção de acordo com as imagens televisivas.

Em meio a tantas chances, o clássico se destacava pelo nervosismo. Roque Júnior, Hugo, Rodrigo e Dagoberto protagonizaram lances com vigor exagerado e faltas até sem bola. O árbitro os puniu sempre com cartão amarelo.

A tensão, contudo, era mais presente no dono do Palestra Itália. Principalmente em seus zagueiros. Hernanes era a válvula de escape de Muricy, mas a opção por sair nos contra-ataques deu certo devido a erros de passe da retaguarda verde. Assim, Jorge Wagner teve duas chances, uma defendida por Marcos e outra que parou na piscina localizada atrás de um dos gols.

Aos 44, no entanto, uma falha foi fatal. Léo Lima, que já havia feito o pênalti convertido por Rogério Ceni, entregou a bola nos pés de Hernanes no meio-campo. Rapidamente, o camisa 15 aproveitou a zaga aberta do rival e lançou Dagoberto, que carregou a bola até a entrada da área, limpou Gustavo e bateu no canto esquerdo de Marcos. 2 a 0, uma vantagem bem mais confortável para o intervalo de um duelo tão acirrado.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou com Pierre no lugar de Léo Lima. Era a alternativa que Luxemburgo encontrou para proteger sua confusa zaga. A alteração deu mais segurança, mas não o suficiente para fechar os espaços para os contra-ataques são-paulinos. Com cinco minutos, Dagoberto partiu e encontrou Hugo livre, que só não ampliou a vitória porque Marcos fez linda defesa.

O lance demonstrou que o cenário não mudava. O técnico alviverde até tentou inovar, sacando Sandro Silva e colocando Denílson. O camisa 19 entrou bem, aumentou a movimentação e a equipe criou oportunidades com Elder Granja e Kléber, mas ambos erraram nas conclusões.

Com um resultado consolidado, e com os nervos totalmente controlados, o São Paulo esfriou o jogo de maneira simples: fechou ainda mais a sua defesa. Apenas Dagoberto ficava à frente da linha da bola. Mesmo quando os meio-campistas tricolores erravam um passe, os palmeirenses tinham que passar por pelo menos sete adversários à frente de Rogério Ceni. Na frente, Dagoberto perdeu a chance de fazer mais um chutando próximo do ângulo de Marcos aos 27 minutos.

O quadro da partida dava a entender que a vitória são-paulina só esperava pelo apito final para se confirmar. Mas dois jogadores formados no Morumbi trataram de dar ainda mais emoção no clássico aos 33 minutos. Partindo pela direita, Denílson foi à linha de fundo, deixou André Dias no chão e rolou a bola, que atravessou toda a linha até que Kléber completou nas redes.

Após descontar, o camisa 30 se envolveu em empurra-empurra com os rivais para apressar a saída de bola. O Palmeiras tinha pressa em busca do empate. E atingiu seu objetivo rapidamente. Aos 35 minutos, Leandro cobrou falta da entrada da área e Dagoberto desviou contra Rogério Ceni. O gol foi dado para o lateral-esquerdo, que explodiu em comemoração com a torcida próximo à arquibancada.

Com a inesperada igualdade no placar, o Tricolor finalmente desceu ao ataque no segundo tempo. Antes preocupado somente em marcar, Jorge Wagner passou a aparecer com mais constância na frente e deu início a uma seqüência de cruzamentos que a zaga palmeirense, agora tranqüila, soube cortar.

Parecendo estar satisfeito com o empate, o Palmeiras ia ao ataque com mais cautela. E quase foi punido aos 43 minutos, quando Rogério Ceni cobrou falta e Hernanes perdeu chance incrível, livre na frente de Marcos. Os visitantes ainda tiveram vantagem numérica com a expulsão de Roque Júnior, mas os dois rivais saíram de campo com apenas um ponto cada um.
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