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Clubes do Brasil não dão tanta importância à crise da economia mundial

No máximo, alguns dirigentes mostram cautela ao prever o que acontecerá no mercado num futuro próximo

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A crise que tem abalado as bolsas de valores pelo mundo ainda não tira o sono dos dirigentes do futebol brasileiro, pelo menos a maioria deles. Muitos dizem que, sendo o Brasil um país formador de jogadores, só tem a ganhar com a subida da cotação do dólar. Outros, no entanto, preferem a cautela e acham que ainda é cedo para se fazer uma previsão sobre o que pode acontecer e como os cofres e as transações financeiras podem ser afetados.

Para Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, não há motivo para alarde, pois ele lembra que, pelo menos seu clube não costuma ser importador.

- Somos exportadores e para nós não tem problema. Nossa realidade independe do dólar. É melhor para exportar e aqui não influencia em nada. Talvez o São Paulo tenha vantagem para vender. A crise vai fazer efeito em clubes do exterior, que têm dinheiro em fundos de investimentos.

O mesmo diz o vice-presidente do Flamengo, Kleber Leite. Segundo ele, os clubes brasileiros não precisam se desesperar, já que a situação não é tão diferente de outras crises recentes.

- Essa crise não é muito diferente de outras que vivemos. É um momento que interfere, mas nada que seja o fim do mundo. É igual quando você descobre que tem uma doença. Não adianta sucumbir. Tem de encará-la.

No futebol gaúcho, os dois maiores clubes têm até motivos para comemorar. Internacional e Grêmio dizem que vão lucrar mais com a alta cotação do dólar.
O Grêmio não tem problemas com essa crise. Os jogadores que trouxemos de fora (Morales e Orteman) pagamos à vista. Não temos compromissos financeiros em dólares ou euros. Sempre tomamos muito cuidado com isso, fixando uma variação máxima de 5% no câmbio. A crise não vai afetar o clube. Aliás, temos dinheiro a receber das negociações de Ronaldinho Gaúcho e Emerson. Um percentual cabe ao Grêmio, que é o clube formador, e o valor é fixado em euros. Como houve valorização da moeda, ganharemos mais dinheiro do que ganharíamos há alguns dias – diz Túlio Macedo, vice-presidente do Tricolor gaúcho.

Pedro Affatato, vice-presidente do Inter, vai na mesma toada do dirigente de seu maior rival.

- O Internacional está encontrando uma situação favorável com toda essa questão da variação cambial. Comercializamos alguns atletas, e o dinheiro que temos a receber é em dólares ou euros. Já os jogadores que compramos de fora, basicamente o D'Alessandro, estão quitados. Os demais são negociações nacionais. Por outro lado, é interessante que a situação econômica fique estável, já que o clube sempre precisa negociar atletas, e o câmbio desfavorável pode inibir a compra.

No Cruzeiro, a diretoria se mostra atenta ao que pode acontecer, caso a crise mundial se estenda por mais algum tempo. Porém, a atual situação financeira do clube é confortável.

- O presidente (Alvimar Perrella) considera que no momento esta crise não nos afetará em nada. Mas vamos ter que sentar e ver como ela vai afetar o Brasil, o que pode nos trazer conseqüências. O valor do dólar também não é uma preocupação no momento, já que os contratos são feitos com a cotação do dia em que foi assinado. Valores de patrocinador e cotas de TV também são em real – explica Guilherme Mendes, diretor de comunicação do Cruzeiro.

O Goiás pode perfeitamente se orgulhar de não ser afetado pela crise econômica, pelo menos em relação à alta do dólar. É o que diz o diretor financeiro, Altamiro Gonçalves.

- Não temos um dólar para ganhar e nem para pagar. O Goiás não deve nada para ninguém e tem pouca coisa para receber. Pode ser que essa crise nos afete em outras coisas, como renda e receita, mas em dólar não.

O Vitória, por outro lado, está dividido, com motivos para festejar, mas também para se preocupar: por ser um clube formador de jogadores, ganhará mais dinheiro nas transações para o exterior; mas tem uma dívida dolarizada de U$ 3 milhões com um parceiro e a alta da moeda americana torna a pendência mais cara. O Rubro-Negro baiano paga esta dívida em parcelas mensais, sem valor fixo.

- Não sentimos o recesso, mas com certeza vamos sentir em breve. Infelizmente, temos uma dívida dolarizada com um parceiro argentino. Nosso maior problema é a alta do dólar. Tomara que com a eleição do novo presidente americano o dólar caia para um valor mais razoável. O lado positivo é que somos um clube formador, e a venda de atletas para o exterior vai ser valorizada – afirma o vice-presidente financeiro, José Perdiz.
Há alguns clubes mais preocupados e bem menos otimistas, como Palmeiras, Corinthians, Sport e Botafogo. Nada desesperador, mas todos eles falam com bastante cautela quando se referem à crise.

- Não podemos fazer algumas operações, antes regulares, por causa da crise econômica internacional. Nós levávamos 48hs para realizar alguns empréstimos que agora são impossíveis. Acho que essa crise é mais grave do que a 1929 porque agora o mundo é global. O jeito é esperar a poeira abaixar. Isso não está acontecendo só com o Botafogo. Afeta todos os clubes do Brasil – diz Ricardo Rotenberg, colaborador da diretoria.

No Corinthians, há três casos em que o clube terá de pagar em dólar se não quiser perder atletas que têm contratos com término nos próximos meses : Herrera, Diogo Rincón e Morais. Segundo o diretor técnico, Antônio Carlos, há, sim, a necessidade de se ter cautela em relação a negociações feitas em moeda estrangeira.

- São situações complicadas, principalmente agora que o dólar está subindo. Mas vamos deixar para analisar isso quando chegar mais perto. Não tem como pensar agora. De qualquer maneira estamos atentos e negociando.

Para Toninho Cecílio, gerente de futebol do Palmeiras, as receitas do clube podem ser afetadas, pois, segundo ele, a torcida será mais cautelosa, pensará duas vezes antes de comprar artigos relacionados ao time.

- Num médio prazo, esperamos uma diminuição nas receitas do clube causada por essa crise. Principalmente na venda de ingressos e de camisas. Acredito que as pessoas vão segurar e não ir tanto aos jogos, nem comprar produtos do clube. No que se refere a contratações, teremos de ter cautela, pois certamente o mercado do futebol vai sentir os efeitos dessa crise.

O vice administrativo do Sport, Coronel Cerqueira, cita as negociações para renovações de contrato como um possível problema, mas torce pelo bom senso dos jogadores.

- Não teremos problemas na hora de renovar os contratos dos jogadores e o nosso presidente saberá encaminhar todo o processo. Os jogadores entenderão, que, se a crise vier, ela afetará a todos os clubes. É claro que eu torço para que isso não aconteça.




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