por Wender


Ficção ou realidade? O Plano de destruição arquitetado por Juvenal.

Por wenderpeixoto   19/Jul/2013 21:41 816 70,8% 29,2%


Muitos já assistiram filmes e livros de ação e suspense. Nessas categorias de cinema ou literatura normalmente sempre há um vilão, um algoz. Sempre há aquela pessoa que busca uma vingança que foi represada por um tempo. Então, aquele personagem que almeja vingança, projeta um plano sórdido. Porém, o plano não é revelado. O segredo e a discrição são as chaves do êxito.

Logo após a elaboração do "plano perfeito" a primeira virtude do executor é ser discreto, prudente, silencioso. Mas, para por em prática, o plano é executado de forma lenta, passo a passo. A ideia é não levantar nenhuma suspeita. Entretanto, para isto, é necessário se infiltrar no convívio do local ou pessoa que você deseja destruir. Sorrateiramente, quem deseja o mal silencioso, torna-se até amigo. O algoz infiltrado doa presentes, favores, parcerias. Isto ocorre até a vítima tornar-se refém e entregue. A inocência a cega.

Um plano maldoso para se destruir alguém funciona desta forma, para não alongar o texto É a mesma coisa que o Juvenal Juvêncio vem fazendo com o clube. Ele é frio, esperto, dissimulado. Ele é do mesmo padrão de políticos sujos, matreiros. Pouco se importa com o sucesso da instituição que participa e comanda. O objetivo maior é ganhar, ganhar o máximo e sugar a máquina. Juvenal é um vampiro de poder, influências. Um bruxo perigosíssimo.

Ele foi presidente do São Paulo entre 1988 e 1990. Sugou o clube. Deixou o São Paulo na miséria, naquela oportunidade. Todos o elogiam quando atuou como diretor de futebol. Sim, ele foi bem, mas era pautado pelos presidentes. Mas, pasmem. Ele trilhava o caminho sempre de forma pensada, com o objetivo de chegar ao poder. Ninguém ainda se questionou como é possível uma pessoa trabalhar tão bem de um jeito, como diretor, e de outra forma completamente oposta na presidência?

Algo tenebroso move o Juvenal. É um lobo em pele de cordeiro. Em 1990, ele praticamente foi arrancado da presidência. Jurou vingança. Prometeu que retornaria. Até o dia que Marcelo Portugal cometeu o maior erro de sua vida. Aliou-se a Juvenal para conseguir vencer as eleições. Juvenal sempre foi uma abóbora podre, mas influente dentro do clube. Não havia outra saída. E, Juvenal trabalhou muito para tomar o poder do clube, foi um excelente diretor. Voltou. Agiu da forma mais sórdida, quebrou até a "constituição" do clube. Os cegos do Morumbi não conheciam o monstro que estavam alimentando.

Sim, não tenho receio de descrever aqui uma teoria de conspiração, que muitos irão caçoar. Porém, o Juvenal Juvêncio é sombrio. Este senhor tem algo de escuro que se move junto à própria sombra. Não sei se ele teve alguma decepção desconhecida e profunda. Ele jurou destruir o São Paulo. Alguém que discordar me responda. Por que ele faz tudo ao contrário do correto e da lógica?
Um clube que sempre montou equipes fortes defensivamente, mas hoje não tem zagueiros, laterais e volantes. Um clube que sempre teve equipes estáveis, mas hoje negocia trinta jogadores por ano.
Como é possível explicar que, em um dos anos mais importantes da história do clube, o presidente enfraqueceu o time? Um clube que participaria de praticamente dez competições no mundo todo. Os mais variados torneios internacionais.

O Juvenal causa medo. É uma pessoa vingativa, que esmaga os inimigos. Se precisar agir clandestinamente, ele não irá pensar duas vezes para amedrontar seus opositores.

E como ele consegue convencer os cardeais, conselheiros de que tudo vai bem? O clube vem afundando, mas ele possui uma tropa de choque dentro do Morumbi. Quem o ameaça confrontar, é derrubado. O Juvenal age silenciosamente conquistando seus defensores, através da doação de cavalos do seu haras particular. São "pequenos presentes" que o perpetua. O Clube tornou-se uma instituição de favores dos mais variados tipos, pequenos ou maiores. Os defensores do Juvenal venderam a alma para o Lúcifer do Morumbi.

Sugar recursos de qualquer instituição é uma enorme burrice dos poderosos, pois em algum momento a fonte secará. Porém, o poder é uma vaidade. A vaidade impede que a instituição seja democrática. A democracia exige que várias pessoas tenham poderes delegados. É o oposto do que temos no Morumbi. A vaidade do Juvenal e tão grande no poder, que o cega quanto aos prejuízos colaterais. O poder vicia, envaidece e nada mais importa para somente aumentar aquilo. Basta ver os regimes totalitários.

Em um passado recente, Juvenal conquistou seus defensores internos concedendo carteirinha de diretor e conselheiros, mimando toda uma nova geração (filhos de sócios e antigos conselheiros ilustres). Ele, como qualquer pessoa inteligente, entende a natureza humana e a necessidade da vaidade. Sempre alimentou e fazia o ego dos premiados de “poder”. Com regalias, não tinham outra saída que não fosse a fidelidade canina. O que resultou na quebra do estatuto e a eliminação de qualquer concorrência política.

Ele criou o CT de Cotia. Todos elogiam. A obra é muito bonita mesmo. Porém, aquilo é um empreendimento de interesses muito distante de formar jogadores para o clube. A ideia é faturar com negociações, utilizando a grife SPFC como propulsão de lucros. Há uma mina de dinheiro em Cotia, sendo explorada irresponsavelmente como Eldorado dos Carajás.

Há explicação convincente e plausível para entender, porque o São Paulo é o clube que pior contrata, mas o que melhor vende. É um negócio e a meta, o lucro a curto prazo. Aos dirigentes atuais pouco importa o resultado dentro de campo. Quem não sabe que é impossível vencer títulos fazendo 30 negociações de jogadores por ano? É a coisa mais evidente. Mas no São Paulo futebol é business, e só.

Juvenal se reelegeu em 2011 prometendo a cobertura. Apresentou as mais diversas desculpas para os atrasos. Está saindo do poder devendo um dos maiores sonhos da torcida. Um clube menor que o nosso (Porcada!) consegue derrubar um estádio e levantar outro. No Morumbi não há competência para fazer um telhado. Não confio no Juvenal. Tudo que se refere a ele está cercado por mentiras. Se alguém investigar a fundo, descobrirá podres sobre a recusa de o Morumbi ser o estádio da Copa. Juvenal sabe muitas coisas que não sabemos. Ele já foi visto com amizades como Eurico Miranda, Andres Sanches e Maria Marim. Juvenal é sujo.

Em seu último ano de gestão, Juvenal já conseguiu tudo o que queria e pouco está incomodado com o momento do clube. Conforme ele mesmo disse naquela coletiva do dia 11-07.
“O time tá mal, porque a diretoria tá mal. Será? Onde é que estaria a gerencia negativa da administração? Ora..."

Juvenal está saindo e conseguiu macular a história do maior clube da América latina. Concordando ou não, espero que os usuários e leitores reflitam um pouco sobre a maldade que estamos presenciando. O melhor clube do mundo, simplesmente, foi sendo destruído vagarosamente.


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