por Wender


Primeiras impressões. Em dois dias Autuori já mudou e melhorou o time.

Por wenderpeixoto   13/Jul/2013 07:51 1612 63,9% 36,1%


Já é possível notar a mão do novo técnico no time do São Paulo. Os setoristas e observadores dos treinos confirmam.
Paulo Autuori armará o time no 4-4-2. Não é novidade. Ele falou isto na coletiva. Ganso e Jadson juntos. Esse é o caminho. Autuori sabe que tem algumas jóias nas mãos. Melhor recuperar do que fazer o que o Ney Franco fez: guardar no cofre. Em off, afirmou que Ganso era mal aproveitado. Vai mudar o posicionamento.

O técnico ainda comentou como pretende formar o meio-campo sob seu comando. Autuori quer um “diamante” formado por um volante fixo na frente da zaga, dois “volantes” que saem mais para o jogo. Um em cada lado do campo. A frente dos volantes, um meia mais encostado nos atacantes. Teoricamente Wellington ou Rodrigo Caio ficaria na frente da zaga. Denílson e Ganso seriam os volantes dos lados e Jadson, o meia de frente.
Esse sistema permite uma variação durante o jogo: Denílson recua e Ganso avança ao lado de Jadson para servir os atacantes.
"Posso jogar com dois meias, que é como eu gosto mais, ou então no formato de diamante, que são três jogadores em linha mais recuados e um meia avançado, aquele chamado ''enganche'' na Argentina. E fazer isso dar certo é a minha responsabilidade e meu trabalho", enfatizou.

O time estava torto. Ganso e Jadson jogavam sobrecarregados. Ney Franco distanciava o Ganso do Jadson. Com isso, conseguia a proeza de dois meias isolados. Ou seja, não tinha nenhum e nem outro.
Espera-se que Osvaldo recupere a vontade de jogar. Pra dar opção aos meias. Não adianta criar, criar, criar e não dar em nada.

Agora. Não se assustem se o Autuori começar a lançar uns garotos, como Lucas Farias. Ele vai insistir e apoiar o garoto até onde puder. Já fez isso com Denílson Jean, Hernanes e Tardelli. Mas, principalmente apoiar os grandes nomes do time. Sabe que estão mal posicionados.
Num jogo recente, Luis Fabiano estava armando lançamentos para Osvaldo e Aloísio. Aí eles iam a linha de fundo e cruzavam pra ninguém.

Quando os dois meias jogavam juntos, os laterais não desciam. Ficavam sobrecarregados. Alvos fáceis de volantes. Tornavam-se improdutivos. Teve um jogo que o Ganso driblou dois jogadores e viu o Juan livre. Sabia que não devia tocar. Recolheu e voltou para o meio de novo. Um jogador relatou que os meias estavam cansados de costurar e quando rolavam para P Miranda, Juan, a bola não voltava. Como o posicionamento do Jadson era perto da área, ainda aparecia um pouco mais.

Autuori sabe que o problema do time é posicionamento e principalmente o aspecto psicológico. O time toma um gol e se entrega.
Ou seja. Um time combalido, opaco, pálido. Inseguro. A coisa até ia bem, mas bastava tomar um gol que o time parecia não ter forças. E ai, com o time inseguro e pálido, quando entrava o Aloísio com aquela correria dele, ficava a sensação que o time melhorava. Na verdade a correria do Aloísio durava 10 minutos. O outro time já reposicionava a defesa e o boi bandido ficava enjaulado.
Autuori já sabe disto e teve uma conversa ontem a respeito com o elenco. Quer recuperar o moral da tropa. Quer um padrão 90 minutos. Mas, como não pode chegar fazendo absurdos ainda vai dar chances para algumas peças. Não se assuste com Douglas titular nos primeiros jogos.

O clima mudou no CT. Até o jardineiro notou.
“Em cinco minutos tive o que não tive no último ano. Parece que amanheceu”, afirmou um funcionário. Jogadores sentiram firmeza nas primeiras conversas com o novo técnico, que chama todos pelo nome. Alguns jogadores que vinham tendo atuações pífias estão se sentindo revigorados, porque andavam tristes pelos posicionamentos teimosos de antes. Autuori abriu a janela e deixou a luz do sol entrar no São Paulo. Arejou o ambiente.

Vamos aguardar agora os próximos passos. Não há milagre da noite para o dia. Mas acredite: há um clima diferente no ar.
No primeiro dia de treinamento tático já deixou claro sua forma coerente de trabalho.
"Começamos a armar um time sempre de trás para frente; temos talento suficiente para resolver as coisas na frente, por isso vou melhorar a defesa para quem é da criação correr mais riscos. Isso só se faz quando eles veem que lá atrás está seguro", explicou o treinador.

Em dois dias Autuori já mudou e melhorou o time do São Paulo. Iniciou a imposição de seu estilo. A forma de trabalhar cativou os jogadores desde quinta-feira, quando calçou chuteiras e liderou treinamentos dentro do gramado, até a penumbra do entardecer.
"Foram apenas dois treinos, mas a intensidade foi grande. A chegada do Paulo deu vida nova ao elenco e esperamos poder dar uma resposta positiva. Ele deu uma palavra de motivação e confiança pra gente. Tenho certeza de que uma vitória no domingo e o título da Recopa poderão fazer as coisas mudarem ainda mais. Vamos com tudo daqui pra frente", revelou o atacante Osvaldo.

Autuori será assim até esse time jogar. Não somente por um dia, nem será por um mês. O treinador será objetivo. Não fará experiências improváveis. Ele tem a vantagem de já conhecer todos os equívocos praticados no primeiro semestre. Douglas será lateral de ofício. Três atacantes, jamais. Improvisações ocorrerão somente em último caso.

Sds.
Peixoto.


Comentários (1)

13/07/2013 14:38:30 luizalokos

não acredito que o ney pelo tempo que teve no SPFC não tenha tido estas mesmas conversas!! acho que o elenco tricolor e principalmente a imprensa queriam prejudicar o antigo treinador!
Mas desejo um bom trabalho ao autuory que eu sempre considerei um bom treinador desde a época do Peru!

Comentário

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