por Wender


Ousadia, estratégia e vontade. 17-07-2013, a vitória é plenamente possível.

Por wenderpeixoto   12/Jul/2013 18:10 723 56% 44%


Temos plenas possibilidades de vencer a Recopa. Porém, entre hoje e terça-feira, há muito trabalho para o Autuori desenvolver. Algumas ações são plenamente possíveis de implementação, mesmo a curtíssimo prazo.
Alguns ajustes precisam ser feitos urgentemente no time. Se não temos jogadas de bola aérea ofensivas, e não temos, esta deve ser esquecida para o jogo de quarta-feira. Nada de cruzamentos, a não ser que seja em faltas laterais ou escanteios.
O Luís Fabiano não sabe lidar com a linha “inteligente” da defesa rival. No primeiro jogo da decisão, ficou impedido diversas vezes. É uma deficiência crônica. Ele precisa urgentemente. Neste final de semana, treinar intensivamente esse fundamento básico do futebol para atacantes. A Autuori tem muito a corrigir e pouco tempo disponível.

Para ter êxito, qualquer esquema tático, estratégia, os jogadores precisarão se aplicar, e muito. Temos que ter 11 combatentes dentro de campo no dia 17-07. Jogar com brio, determinação. Ao final do jogo o campo do Pacaembú não pode estar verde, não pode haver grama, terá que ficar todo esburacado. Queremos ver a travecada chorando na grade do alambrado.

Na partida final, temos que utilizar o artifício do anti jogo e fazer rodízio de faltas nos articuladores do rival. A regra é catimbar o jogo todo, provocar bastante. Dentro das quatro linhas a catimba, faltas, intimidação e um pouco de rispidez sempre foram ingredientes do futebol bem disputado, duramente. Mas, com nervos controlados para não cometer bobagens, sem dar carrinho por trás, por exemplo, ou agredir. Não pode ser burro e praticar agressão fora da disputa, mas na bola, chegando forte. Quem tem que entrar na pilha são eles e não nós.
O jogador mais esquentado deles deve ser induzido, por provocações, durante toda a partida, utilizando todos os artifícios. Tudo dentro da tolerância permitida pelo árbitro do jogo. Malandragem é necessária contra o Sheik, por exemplo.

Tem que jogar objetivamente pensando somente no nosso resultado. Eles possuem toque de bola, entrosamento, jogadas trabalhadas (com bola rolando) e técnica. Sim, temos que neutralizar esses pontos e dane-se a hipocrisia e falsa moralidade que as pessoas pregam, mas não praticam no futebol, o tal do jogo limpo. Dentro de campo não há santo. A TV não mostra 50% do que ocorre no gramado. Nosso time é inferior taticamente. Temos que igualar por outros meios que alguns não aprovam, mas sou totalmente favorável. Já vi até o Messi dar cotoveladas e agredir adversários, sorrateiramente. Jogar limpo é utópico. Se o Autuori não tem esse perfil, não foi o que vimos em 2005 naquele time.

Em qualquer lance apitado contra nós tem que cercar o árbitro, pressionar. Tem que ser o time inteiro e não somente um ou dois jogadores. O árbitro precisa sentir união no time, força de grupo e receio de apitar contra. Mas, o São Paulo precisa utilizar sua força de bastidor para escalar um árbitro favorável e irá conseguir isso por um simples motivo. O SCCP está queimado na Conmebol, após as presepadas que seus dirigentes e torcedores protagonizaram na libertadores 2013.

Entretanto, só vontade e raça não são o bastante, também, pois o nosso sistema de jogo precisa de ações corretivas urgentes. Precisamos vencer o jogo de qualquer maneira. Chega de derrotas para o time da travekolândia. O São Paulo tem que entrar marcando pressão, abafando a saída de bola do SCCP, explorando o frágil lado direito daquela defesa. O Boca Juniors nos mostrou o caminho, recentemente.
Precisamos surpreender o adversário e escalaria o time de forma ousada, diferente.
Lateral direita: Rodrigo Caio, improvisado para marcar o forte lado esquerdo do ataque deles. Ele já demonstrou, nesse ano, que consegue atuar muito bem por aquele lado. Apostar no Lucas Farias nesse jogo é temerário.
Zaga: Toloi pela direita e Rhodolfo pela esquerda. Sim, a mesma dupla de zaga segura do ano passado.

Volantes: Lúcio e Denílson. Não acho loucura jogar com o Lúcio de volante e já expliquei no outro post sobre esta idéia que, aliás, não foi minha. Outros técnicos já improvisaram zagueiros como volante e deu certo. O Lúcio daria segurança ao nosso meio de campo com sua maneira aplicada de jogar. Quem diria, Lúcio começa a apresentar bom futebol. De vilão a solução.
Na lateral esquerda temos o Clemente Rodriguez, também com excelente poder de marcação. Desta forma, teríamos seis bons marcadores atrás da linha da bola e uma defesa forte (principal doutrina das equipes competitivas daqui).

No demais, não mudaria.
Quanto ao Luís Fabiano, acho que ele merece banco pelas idiotices que vem cometendo, mas não seria coerente, para o novo técnico, afastá-lo de um jogo decisivo. Além do mais, ele gosta de atuar bem contra a travecada, para ganhar sobrevida com a torcida. O Autuori não conhece o Luís Fabiano e no decorrer do campeonato brasileiro espero que tome providências agudas.

No que tange ao Aloisio, não o escalaria para entrar no primeiro tempo, porque precisamos resguardá-lo para a segunda etapa. Só espero que o Autuori não tire o Ganso para a entrada do Aloísio no segundo tempo, caso precise atacar com maior volume. Ora, trocar um meia por um atacante é de uma burrice inaceitável, pois é necessário municiar o ataque pelo meio. O Ganso é quem distribui, cadencia e destrava o jogo. O Boi Bandido deve entrar no segundo tempo e, para isto, tiraria o lateral direito do time. Afinal, um atacante a mais pelo lado impede a subida do lateral adversário.

Bom, falamos até agora sobre um sistema 4-4-2 clássico. Mas, a ousadia necessária para esse jogo permite um 3-5-2. Sim, mas, utilizando o Jadson pela ala-meia direita. Loucura talvez, mas não. Com três zagueiros (Toloi, Lúcio no centro e Rhodolfo) poderíamos abrir mão da lateral direita, que tanto nos aflige. Basta segurar o veterano Clemente Rodriguez, e soltar o Jadson pela direita, jogando livre. No meio teríamos o Denílson e o Rodrigo Caio. Se o Lúcio quiser ajudar na saída de bola, teria liberdade. Acho que agrada muito essa maneira, também.

Lembremo-nos que em 1994, um time formado por juniores e juvenis (Expressinho), foi capaz de derrotá-los dentro do Pacamebú em um jogo decisivo pela segunda competição mais importante da Conmebol. O time deles era melhor e composto de Ronaldo, Henrique, Branco, Biro Biro, Marcelinho, Viola, etc. Contudo, não suportaram a nossa tradição internacional. Foram humilhados e eliminados na casa deles. Sabem quem era o goleiro? Rogério Ceni.
O Autuori irá reacender com seu discurso a ira represada dentro dos jogadores. Uma ira de revolta, de superação e recomeço. Uma ira controlada, inteligente, mas fatal.

Dá para vencer eles sim, usando táticas uruguaias e artifícios que todo jogador profissional conhece. Para vencer é necessário querer, com muita vontade.
Já tivemos um jogo decisivo nesse ano, no dia 17-04. Naquele jogo o time demonstrou tudo isso que está no texto sobre determinação, raça, empenho. Está provado que temos isso estocado no time e usaremos na próxima semana.
O Autuori teve uma linda experiência em 2005, quando orquestrou uma estratégia para vencermos um time considerado imbatível pela imprensa esportiva (Liverpool). Temos plenas condições de reverter o placar, vencer o jogo e conquistar esse título. Eles não são tudo isso.

Sds.
Peixoto.


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