Homenagens
De WikiSPFC - a enciclopédia são-paulina
Homenagem da Umbro a Rogério Ceni
Préstimos a Firmo de Mello
Funcionário do clube por 44 anos e ex-treinador das categorias de base não resistiu a um câncer no rim Do site oficial - 6/8/2009
O São Paulo Futebol Clube lamenta informar o falecimento de Firmo de Mello, funcionário do clube entre 1942 e 1986. Contratado pelo Tricolor aos 12 anos de idade, seu Firmo passou por várias carreiras dentro São Paulo (foi de office boy a treinador das categorias de base), e orgulhou o clube com seus serviços durante 44 anos.
Na manhã desta quinta-feira, aos 79 anos, seu Firmo foi vítima de um câncer no rim. Deixa esposa, dona Dagmar Finigaglia de Mello, e filho, Victor. O sepultamento será realizado no cemitério Getsêmani, próximo ao estádio do Morumbi.
Em fevereiro deste ano, seu Firmo visitou o Centro de Treinamento da Barra Funda, onde esteve apenas três vezes, sendo duas no encontro de ex-atletas. Na ocasião, contou um pouco sobre sua trajetória no clube.
"Eu cheguei ao São Paulo como office boy e tenho o orgulho de contar que consegui me credenciar para ser chefe da tesouraria. Fui ainda diretor adjunto e acabei indo para o futebol, onde treinei por muitos anos as categorias de base", contou.
Ao contrário do que acontece atualmente, com o São Paulo contando com o moderno e completo Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, os treinamentos das categorias de base daquela época aconteciam em campos bem mais simples.
"Treinávamos no Bom Retiro, que naquela época ainda era uma várzea paulistana. Depois fomos para um campo próximo ao local onde hoje fica o Anhembi, que já era mais completo, com vestiários e tudo mais. Passamos por muitos campos e diferentes locais de treinamento", recordou o ex-treinador, que ficou muito feliz com a visita ao CT.
"Foi um dia muito especial para mim. Fiquei muito contente por tudo que vivi hoje. Agora tenho ainda mais lembranças do São Paulo", completou Firmo, que durante sua visita foi recebido pelo diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes e pelo superintendente Marco Aurélio Cunha.
Marco Aurélio Cunha, lamentou muito a perda do ex-treinador e lembrou de seu início no São Paulo, quando trabalhou com seu Firmo.
"Foi o meu primeiro treinador quando eu iniciei como médico das categorias de base em 1979. Ele me ensinou a entender a alma dos jogadores, a entender o futebol como deve ser feito, com sensibilidade e com coragem. Tinha palavras certas na hora certa, nunca foi um treinador de esquemas, mas foi de compreender a essência do jogador. Sabia como ninguém detectar um talento. Com certeza, apostou em mim também."
Veja a entrevista que Marco Aurélio Cunha fez com seu Firmo de Melo em fevereiro
Exposição Ao Tricolor Paulista
Exposição Ao Tricolor Paulista De Club Athlético Paulistano e Revista CAP, de maio de 2009.
Os torcedores do São Paulo não podem ficar de fora deste evento. A exposição Ao Tricolor Paulista traz quadros em homenagem ao São Paulo Futebol Clube e marca também a retomada do futebol como tema principal da obra da artista Lya Paes de Barros do Amaral Souza.
Ela se destaca ao retratar o esporte bretão de maneira singular e original. Depois de mais de dez anos dedicados à formação e clínica psicanalítica, Lya apresenta no Paulistano os resultados do trabalho de pouco mais de dois anos que a reconduziu à pintura em 2007.
- Abertura: 16/4, quinta-feira, 20h
- Mostra: 17 a 19/4 (Ou seja, já encerrada)
- Horário: 15h às 21h
- Local: sala de artes plásticas
Fica como registro, espero um dia ter fotos das pinturas - ao menos algumas. O interessante mesmo é notar/enfatizar que a relação Paulistano - São Paulo não somente perdura mesmo depois da dissidência de muitos de seus sócios e dirigentes para a fundação do Tricolor, como é de fato bem estreita.
Você, capitão!
Seja um capitão tricolor neste domingo
Torcedores receberão braçadeiras de capitão para liderar o time das arquibancadas
Comunicação (Site Oficial) - 17/4/2009
O São Paulo Futebol Clube convoca o torcedor a assumir a braçadeira de capitão do Tricolor na partida deste domingo (19), às 16h, contra o Corinthians. Com o ídolo Rogério Ceni temporariamente fora de combate, é hora de a nação tricolor comandar o time das arquibancadas.
Foram confeccionadas cerca de 60.000 faixas adesivas, que serão distribuídas aos tricolores na entrada do Morumbi. A ação foi idealizada pela Diretoria de Comunicação do São Paulo Futebol Clube, com o apoio do Departamento de Marketing e da LG Electronics. Agora, o imenso público tricolor aguardado para o clássico tem um motivo a mais pra fazer a festa nas arquibancadas do gigante tricolor.
"Tudo que for feito para homenagear o Rogério Ceni é bem vindo, ele é uma referência para todos os são-paulinos. Essa homenagem vai ser legal porque dá um estímulo extra ao torcedor pra nos empurrar no jogo", apóia o técnico Muricy Ramalho.
Os são-paulinos já esgotaram as arquibancadas azul e laranja e as cadeiras especiais (vendidas pela internet) para a semifinal de domingo. Do anel superior, restam apenas ingressos para a arquibancada amarela. Há ingressos para todos os demais setores.
Compre seu ingresso e receba, na entrada do Morumbi, sua faixa de capitão. Preste sua homenagem e lidere o time em mais um jogo decisivo para o Tricolor!
Adeus, Marcelo Portugal Gouvêa
Foi um baque daqueles. Ainda que internado há quase um mês em regime de UTI, todos acreditavam que haveria uma pronta recuperação. Marcelo Portugal Gouvêa, todavia, não resistiu e deixou-nos, a todos nos são-paulinos em luto, no dia de sábado, 29.
Não só tricolores lamentam seu falecimento. Uma unânimidade quase inacreditável ronda a estima e o caráter de Marcelo. Uma grande lástima para todo o futebol brasileiro.
Abaixo, deixo alguns relatos e notícias de gente mais capacitada para descrevê-lo:
Falece Marcelo Portugal Gouvêa
Presidente do tri mundial falece em São Paulo, enterro será às 15h00 Do Site Oficial - 30/11/2008
O São Paulo Futebol Clube comunica com o mais profundo pesar e saudade o falecimento do ex-presidente Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa, um dos mais respeitáveis, vitoriosos e carismáticos dirigentes do futebol brasileiro.
O ex-presidente faleceu na noite deste sábado, aos 70 anos. Sofrendo de insuficiência cardíaca, foi submetido a uma cirurgia para a colocação de ponte de safena no mês passado, encontrando-se desde então na UTI do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
O velório acontece na capela do Hospital, seguido do enterro, no Cemitério São Paulo, às 15h00.
O São Paulo FC manifesta sua solidariedade à família, e enaltece a dedicação deste que foi um Presidente generoso, apaixonado e competente, que levou o clube a algumas de suas mais importantes glórias.
Querido por toda a nação tricolor, será para sempre lembrado como um dos maiores presidentes da História do São Paulo FC.
Homenagem
O diretor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgilio Elísio, informou que todos os jogos da 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo, terão um minuto de silêncio respeitado em homenagem ao dirigente.
História
Marcelo Portugal Gouvêa é o presidente do tri mundial. Foi eleito em 2002 para um mandato biênio. Reeleito em 2004, esteve à frente do Clube até 2006 e teve presença marcante e direta nas conquistas do Campeonato Paulista (2005), Copa Libertadores da América (2005), Mundial Interclubes (2005), além de fazer parte da diretoria nas conquistas dos Campeonatos Brasileiros de 2006 e 2007.
Sua gestão foi marcada pela ampla reestruturação do clube, garantindo a revitalização e modernização da área social e do Estádio do Morumbi. Em 2003 inaugurou o REFFIS, referência mundial na medicina esportiva de reabilitação e fisioterapia.
Inaugurou também o CFA, Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel, em Cotia, modelo internacional de excelência no cuidado com as categorias de base.
Atualmente ocupava a Diretoria de Planejamento do clube.
Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa
(02 de março de 1938 - 29 de novembro de 2008)
Advogado
Sócio número 340 - desde 05/08/66
Conselheiro eleito em 25/04/1970 - 30/04/80
Conselheiro eleito em 03/11/1981 - 30/04/88
Diretor Administrativo - 22/04/84 até 30/04/88
Membro da comissão de reforma estatutária entre 06/05/86 e 30/04/1990
Membro da comissão de sindicância entre 09/06/87 e 16/05/89
Diretor de Futebol entre 05/05/88 e 30/04/1990
Conselheiro eleito entre 07/04/1990 e 30/04/94
Membro da comissão de adaptação ao estatuto entre 21/05/96 a 30/04/98
Conselheiro Vitalício - 13/03/96
Membro da comissão de emendas ao estatuto - 30/02/96 a 30/04/98
Membro do conselho consultivo - 27/01/99 a 30/01/2004
Membro do conselho fiscal - 29/04/00 a 19/04/02
Presidente da diretoria executiva - 20/04/2002 a 30/04/04
Reeleito presidente da diretoria executiva - 30/04/04 a 16/04/06
Diretor de planejamento e desenvolvimento- 16/05/06
São Paulo FC está de luto.
Por Marcello Lima, setorista da Rádio Jovem Pan.
O São Paulo está de Luto. Faleceu na noite deste Sábado o ex-Presidente Marcelo Portugal Gouvêa.
Marcelo lutou bravamente durante mais de um mês contra as complicações de uma operação de ponte de Safena. Seu coração São-Paulino parou de bater antes do jogo que pode dar ao seu time o inédito tricampeonato Brasileiro. Talvez por querer acompanhar o São Paulo da tribuna de Honra ao lado de ilustres São-Paulinos que lutaram durante toda a vida para tornar o clube a potencia que é hoje.
Marcelo Portugal Gouvêa sem duvida nenhuma contribuiu muito para que o São Paulo voltasse a ser respeitado mundialmente no futebol. Presidente de 2002 a 2005 conquistou o campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial. Será lembrado como um dos maiores presidentes da História do São Paulo FC.
Tive o prazer e a honra de desfrutar da amizade do Dr. Marcelo e guardarei na lembrança nossos bate papos sobre o futebol em geral e sobre o São Paulo.
Descanse em paz.
Grande guerreiro, grande Homem e grande São Paulino.
São Paulo de luto
Por Victor Birner, comentarista da Rádio CBN e TV Cultura.
Marcelo Portugal Gouveia, aos 70 anos, faleceu por volta das 23hs desse sábado, vítima de uma parada cardíaca.
Ele foi o melhor presidente do São Paulo que vi. Na sua administração, entre 2002 e 2006, venceu a Libertadores, o Mundial, o paulistinha e deixou tudo pronto para os brasileirões. Antes dele, de 1995 a 1998, o time sequer chegou entre os 8 finalistas do antigo brasileirão. A quarta posição, em 1999, foi a melhor depois do fim da “era Telê Santana”.
Construiu o Reffis e o CT de Cotia. Foi responsável pela atualização da hoje decantada estrutura são-paulina. A recuperação do São Paulo no cenário nacional, passa pela presidência de Marcelo Portugal Gouveia.
Antes dele, o jejum de títulos e aparições na Libertadores podia ser explicada sem problemas. Palmeiras e Corinthians contratavam os melhores. O São Paulo, apesar das vendas milionárias, não trazia ninguém. Quando gastava, Souza (ex-Corinthians, hoje no América-RN), Carlos Miguel, Sorlei e Valdir Bigodinho foram alguns dos grandes nomes escolhidos.
A mentalidade mudou com Marcelo. O departamento jurídico serve de exemplo. Do que perdia casos como o de Sandro Hiroshi, para o que compreendeu a Lei Pelé e a usou na contratação de importantes reforços.
Qual é a chance do São Paulo, hoje em dia, ser desclassificado da Libertadores por escalar um jogador que já defendeu outro time na mesma competição? Isso aconteceu com Lima, na Copa do Brasil, que vestira a camisa do Nacional do Amazonas.
Marcelo Portugal Gouveia compunha o trio-de-ferro da atual administração, ao lado de João Paulo Jesus Lopes e de Juvenal Juvêncio. Amava esportes em geral. Passava madrugadas acompanhando o que fosse transmitido.
Aos familiares e amigos, transmito o sentimento de pesar dos titulares do blog.
Marcelo Portugal Gouvêa e Rogério Ceni
Por Victor Birner.
A história que relatarei neste post aconteceu em 2004, quando o São Paulo não vencia o brasileirão fazia 13 anos, e acabara de voltar a Libertadores após 9 anos ausente.
O então presidente são-paulino, no fim do primeiro mandato, não havia conquistado ainda os título importantes. Ele investira na modernização da estrutura, contratara Lugano, todavia não tinha ganho nada relevante.
Márcio Aranha, importante para a reeleição de Marcelo Portugal Gouveia, trocou a situação pela oposição, e aumentou a incerteza da continuidade de MPG.
No final de fevereiro, pouco antes da derrota por 3×0 para a LDU, na primeira fase da Libertadores, em Quito, por 3×0, o presidente chamou Rogério Ceni para renovar o contrato.
O goleiro leu o documento e se assustou. Meio sem jeito, falou: “presidente, acho que tem algo errado ma multa”. E Marcelo Portugal Gouveia respondeu:
“Não, filho. Vou te explicar. Não sei se ganho a próxima eleição. Se o pessoal do Paulo Amaral voltar, é capaz de mandar você embora, de não renovar seu contrato. Com essa multa fica inviável que alguém te contrate e que eles te mandem embora”
Rogério ficou emocionado. Assinou o contrato chorando.
A rescisão contratual, estipulada em dólares norte-americanos, se convertida em reais, era de cerca de R$ 100 milhões.
Ano seguinte, em 2005, o resultado do trabalho de Marcelo Portugal Gouveia apareceu. Lembro que até a data da renovação, Rogério Ceni só tinha participado de uma grande conquista, na reserva de Zetti, em 1993, no bicampeonato mundial, contra o Milan. No mais, conquistara os estaduais de 1998 e 2000, o fraco super-paulistão em 2002, além do Torneio Rio-São Paulo em 2001 e da Copa Conmebol em 1994.
Depois do novo acerto, levantou outro estadual, dois brasileirões, a libertadores e o mundial.
Um pouco sobre Marcelo Portugal Gouvêa
Por Emerson Gonçalves, para o Um Olhar Crônico Esportivo.
Muito já foi dito no decorrer desse domingo e nos jornais dessa manhã de segunda-feira sobre Marcelo Portugal Gouvêa. Nunca será o bastante para se ter a real dimensão do que foi e do que representou para sua família e para o São Paulo, que também era sua família. Uma família exigente em tempo, atenção, dedicação.
Enquanto voltava para São Paulo na manhã desse domingo que começou triste, pensava no dirigente, a quem já conhecia pela imprensa desde a posse como presidente, e pensava na pessoa, que conheci em 2004.
Marcelo primava pela educação e gentileza, sempre, dando importância e atenção a todos. Sua gestão à frente do São Paulo foi, para mim, a síntese do que deve ser a administração de um clube que tem no futebol sua razão de ser, apoiado na democracia interna e no trabalho em equipe, em que a paixão não é inimiga da razão.
Na prática, ele foi o primeiro dirigente a perceber a nova dimensão que tomava o futebol brasileiro com o fim do malfadado e anacrônico “passe” e a plena vigência da Lei Pelé. Graças a isso, o São Paulo saiu na frente e apontou os caminhos que começavam a ser trilhados na Europa e hoje fazem parte da rotina de nosso futebol, mas ainda mal compreendidos e pior executados por muitos clubes.
Ao contratar Ricardinho, em 2002, ele disse que aquela era a última grande transação daquele tipo em nosso futebol.
Dito e feito.
O futebol era sua paixão e o time de 2002 correspondeu a ela durante toda a fase classificatória do Campeonato Brasileiro, voando em campo com Kaká, Simplício e Julio Batista, além de Rogério Ceni, crias da base tricolor, e mais Luiz Fabiano, Reinaldo e Ricardinho, conquistando uma série de dez vitórias seguidas.
Mas o futebol é o que é e aquele time fantástico não conquistou o Brasileiro. Foi, também, o começo de uma era em nosso futebol. No ano seguinte, com uma nova filosofia colocada em prática, o clube voltou, depois de dez anos, a disputar a Copa Libertadores de América, paixão maior de todo torcedor do São Paulo. No retorno, uma campanha excelente, chegando à semi-final e perdendo para o desconhecido Once Caldas, que viria, em seguida, a conquistar o título derrotando o poderoso Boca Juniors. Desconhecido, sim, mas muito competente.
Novamente classificado para a Libertadores, 2005 foi o grande ano da história recente do São Paulo. Mesmo com uma mudança de técnico no meio da disputa da Libertadores, o time conquistou o campeonato e, no final do ano, tornou-se campeão mundial do novo campeonato instituído pela FIFA, em sua primeira disputa nos novos moldes, fechando um ano brilhante que começara com a conquista do Campeonato Paulista.
Em campo, um time formado em parte dentro da nova realidade do futebol brasileiro.
Em 2003 Marcelo foi para o Uruguai e lá contratou um jovem zagueiro, promissor, mas desconhecido, Diego Lugano. O então treinador não gostou muito e referia-se a ele como o “jogador do presidente”. O treinador pouco durou e pouco é lembrado hoje, mas o “jogador do presidente” tornou-se um dos maiores ídolos da história recente do São Paulo, ao lado de Rogério Ceni.
O outro “jogador do presidente” foi o melhor jogador de futsal do mundo, Falcão, que teve poucas chances de mostrar seu valor e adaptar-se para valer ao futebol, sendo pouco utilizado pelo treinador da época. Que teve seu trabalho respeitado pelo presidente.
Ao mesmo tempo que cuidava do time de futebol, levando-o a grandes conquistas, sua gestão foi marcada pela inauguração do REFFIS, considerado uma referência mundial em recuperação de atletas lesionados, e no futuro do clube, com a inauguração do Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, em Cotia.
Em sua gestão, a área social do clube foi revitalizada e estruturada, iniciando um processo que transformou-a em centro gerador de receitas e não só de despesas, um caso quase único no universo dos clubes brasileiros.
O torcedor Marcelo nunca esqueceu os jogadores que levaram, no decorrer de sua história, a ser o São Paulo o que é. Uma de suas “menina dos olhos” era o Encontro de Ex-Jogadores, uma festa bonita, no CCT da Barra Funda, reunindo atletas de diferentes épocas, ídolos de outros tempos, outras conquistas, ou de tempos difíceis, durante os quais o clube investia em seu futuro, construindo o Morumbi.
Sua alma de torcedor levava-o a fazer pequenas “loucuras”, que contava sorridente, como despertar à uma da manhã para ver um jogo de vôlei feminino da seleção dirigida por Zé Roberto Guimarães, dormir um pouco e acordar novamente às cinco para acompanhar a seleção de futebol sub 15 ou sub 17.
Há algum tempo, conversando com o amigo e são-paulino Damião, ele contou-me um episódio com o presidente do São Paulo que marcou-o. Enquanto voltava para São Paulo, numa Anhanguera com vans, ônibus e carros lotados, levando torcedores e suas bandeiras para o jogo contra o Fluminense, liguei para Damião e pedi-lhe para relatar esse episódio. Há outros, mas ficarei com esse, que retrata bem um pouco do Presidente Marcelo Portugal Gouvêa:
“Emerson, pouco sabia sobre Marcelo Portugal Gouvêa antes dele assumir a presidência do Tricolor. Mas na sua passagem pela presidência, tenho uma experiência pessoal que me deu noção de quem foi MPG, como era carinhosamente tratado pela torcida, na direção do nosso São Paulo e do tamanho do seu nível de atenção com as nossas coisas, o qual relato a seguir.
Quando da venda de Cicinho para o Real Madrid, em agosto de 2005, eu, torcedor do Tricolor e advogado por profissão, por vício do ofício, me preocupei que tal venda não fosse, efetivamente, uma manobra da então atuante MSI, para adquirir nosso craque de forma indireta. Diante disto, resolvi externar minha preocupação ao Tricolor, na figura do presidente e enviei um fax para seu gabinete no clube, inclusive sugerindo que fossem adotadas providências jurídicas para que se evitasse uma possível operação triangular.
Pensando ter cumprido meu dever, dei tal assunto por encerrado.
Qual não foi minha surpresa ao receber um telefonema do próprio Marcelo, quando ele teve a oportunidade de esclarecer para mim todos os pontos da negociação. Travamos uma agradabilíssima conversa na qual ele pôde me relatar os meandros dos problemas que enfrentava na direção do clube e as ações que estava implantando.
Eu que, por observação e por informações indiretas - inclusive de integrantes da própria oposição do clube - já estava formando uma impressão positiva em relação ao MPG, depois deste inusitado contato com ele, passei a ser um admirador seu.
Que o bom Deus reserve um lugar na 'Tribuna de Honra' do céu, para que logo mais, se o destino assim nos permitir, o Tricolor possa alcançar a glória do primeiro Tricampeonato da sua história e da história do campeonato brasileiro, e oferecer para o nosso eterno "Trisidente Mundial", conforme gosto de tratá-lo carinhosamente.”
Ontem, por ser o futebol o esporte maravilhoso que é, o São Paulo não conquistou o Tri-Campeonato tão ansiado. Quem sabe para não entristecer Mestre Telê, pois a vitória de um Tricolor sobre o outro iria fazer isto. Quem sabe se lá na “Tribuna de Honra” celestial eles todos reunidos não resolveram nos dar mais uma semana de emoção, até o próximo domingo?
Estou certo que o time conquistará em campo mais esse título para o “Trisidente” Marcelo, justo e merecido. Muito merecido, pois durante esses anos ele permaneceu na direção do clube, como seu diretor de planejamento, trabalhando, como sempre, pela família Tricolor.
Descanse em paz, Marcelo.
Resgate do Passado, Marcelo Portugal Gouvêa é o novo presidente
Globonews e Diário de São Paulo.
Em eleição realizada na tarde deste sábado no Morumbi, foi eleito o novo presidente do São Paulo para os próximos dois anos. Em uma votação apertada, o Conselho Deliberativo elegeu Marcelo Portugal Gouvêa com 118 votos, dois a mais que Paulo Amaral, que estava à frente do clube.
- A emoção é enorme e eu já cheguei às lágrimas com um telefonema que recebi da minha mãe, acamada e com noventa e quatro anos de idade. Mas controlando a emoção, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer a todos que confiaram em mim e me deram o voto. A partir de hoje o São Paulo irá mudar, será um novo clube.
Gouvêa disse também que Kaká não sairá do clube. O meia interessa ao Real Madri e já foi sondado por clubes italianos, como o Milan.
- Ele vai ficar. Farei todos os esforços possíveis para isso. Não só pelo atleta e revelação do clube Kaká, mas pela figura humama, pelo grande garoto que ele é.
O ex-jogador e ídolo da torcida são-paulina Raí pode ser convidado para ocupar um cargo de diretoria, cuidando provavelmente das divisões de base. Cilinho, ex-treinador do clube, é outro nome que agrada ao novo presidente. Apesar de não confirmar, o atual técnico Nelsinho Baptista deverá ser dispensado ao fim da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo.
- Nunca conversei com o Nelsinho, não o conheço pessoalmente. Até o fim dos próximos torneios ele está mantido, mas a palavra prestigiado não existe no meu vocabulário. No mais, não posso falar em novo treinador enquanto não escolher meu diretor de futebol - disse Gouvêa, confirmando que José Dias não ficará no clube.
A oposição também elegeu o presidente do Conselho Deliberativo, Luiz Cássio dos Santos Werneck, e o presidente do Conselho Fiscal, Edison Richelmo Zago. Gouvêa afirmou que ainda não convidou ninguém para ocupar cargos. Mas é certo que antigos cardeais voltam a dar as cartas no clube, como os ex-presidentes Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar e os ex-diretores de futebol Kalef João Francisco e Márcio Aranha, o novo vice-presidente.
Adeus, Chicão
Luto. A palavra é mais que necessária e só ela representa o que o torcedor tricolor sente. Deixo aqui algumas histórias e as notas de seu falecimento.
Minelli, senta!
Um velho causo...
Dento de campo, Chicão sempre foi um "leão". Fora, uma pessoa afável, amiga, atributos que levaram, em 77, o técnico recém-contratado Rubens Minelli a dar-lhe a braçadeira de capitão da equipe.
Minelli, perfeccionista como sempre, gritava:
- Chicão, vai para lá! - Chicão, fica na posição!. - Chicão, corre! - Chicão, marca!
Na época, Chicão ganhou um cachorro da raça Fila, que seria tão destemido quanto seu dono.
Então, o nosso volante pensou num modo de brincar, homenagear e gozar o seu técnico.
Colocou no cachorro o nome de Minelli. Dai em diante, era só:
- Minelli, senta! - Minelli, levanta! - Minelli, corre! - Minelli, vem cá...
Ei-lo: Chicão
por César Matos
Existe algum jogador que tenha recebido cartão amarelo antes de uma partida começar? A resposta é sim. E o autor da façanha é Francisco Jesuíno Avanzi, o famoso Chicão, ex-volante da Ponte Preta, São Paulo, Atlético Mineiro, Santos e Seleção Brasileira.
Conhecido por ser um jogador de estilo raçudo e brigador, Chicão também era um líder em campo e mostrava personalidade também nos momentos em que questionava os árbitros. "Foi justamente por isso que recebi um cartão antes de um jogo entre São Paulo e Palmeiras começar, em 1976. Eu cheguei próximo do José de Assis de Aragão e disse a ele: vê se apita direito essa porcaria. O Aragão não teve dúvida e me deu o amarelo antes do começo do jogo", lembra o ex-volante, que hoje mora em Avaré (SP) e recentemente dirigiu o Montenegro, uma equipe jovem (fundada no final dos anos 90), que disputa a Série B-3 do Paulistão.
Paulista de Piracicaba (SP), Chicão ingressou na equipe profissional do no XV de Piracicaba (SP), o popular "Nhô Quim", em 1968. "Na época, o Cilinho, que era o técnico, viu três treinos meus nos juvenis do XV, gostou e me levou para a equipe profissional", conta o ex-volante que, antes de completar 20 anos, chegou a ser emprestado para o União Barbarense (SP), antes de se transferir para a Ponte Preta.
Na Macaca, Chicão, mais uma vez comandado pelo treinador Cilinho, destacou-se e em 1973 teve seu passe negociado com o São Paulo. "Na época, a transação entre Ponte e São Paulo foi muito comentada. O Waldir Peres também foi para o São Paulo na mesma negociação."
Chicão na copa de 78
Histórias do Chicão
Da Comunidade Old School (texto aqui recuperado).
Estávamos na copa de 78 e nosso glorioso Chicão havia sido convocado pelo técnico Coutinho para ser reserva do Baptista do Inter. Quando a Copa começou a afunilar, caímos numa chave que tínhamos que jogar com a Argentina, país-sede da Copa. A pressão seria tremenda, pois aquela Copa já estava "encomendada" para ser dos donos da casa. Coutinho, que era bairrista (carioca), mas não era bobo, decidiu trocar Baptista por Chicão (por que será, heim?).
No dia da partida, todos estavam muito tensos, nervosos. O único "alheio" era o nosso representante tricolor. A fim de colocar os jogadores no clima, Coutinho mandou todos os jogadores entrarem em campo para o aquecimento e sentirem o clima do jogo. Todo mundo com cara de medo, menos o homem. Embaixo de muita vaia, a seleção brasileira adentrou ao gramado. Tudo que os gringos tinham nas mãos, voaram em cima dos jogadores (leia-se rolo de papel higiênico, moedas, rádios de pilha, chinelos, cuspe, urina, etc. E tem gente que hoje idolatra esses caras).
Ao voltar ao vestiário, todos muito apressados por motivo óbvio, Chicão voltou com um sorriso maroto no rosto e ao ser indagado se não estava com medo, respondeu: "Medo do que, cumpadi? Disso aí? Ocê tá louco... isso aí num é nada... lá em Piracicaba os caboclos jogavam tijolo na cabeça da gente, hehehe !!!!"
Na preleção, Coutinho mandou Chicão marcar e tomar cuidado com o Luke (atacante cabeludo argentino). Chicão perguntou: qual deles é ele? ... e, ao ser informado, falou: Xá comigo!!...
Começa a partida e na primeira jogada que o Luke vai pra bola, lá vem o Chicão na corrida. O gringo tenta dribla-lo na corrida e lá vai bola, Luke e tudo mais lá pra cima das placas do patrocinador... O gringo olhou para o Chicão que tava bufando na beirada do campo e percebendo sua feição de louco, evitou encara-lo. Não teve segunda dividida. Luke mudou de lado do campo e literalmente andou o jogo todo. Afinou legal!!! Com aquele setor liberado, Chicão não perdeu tempo em dar um trato em outros “hermanos”... Passarella, Kempes, etc.. todos tomando corrediço do nosso heroi...
O jogo terminou empatado e o Chicão foi considerado o melhor jogador em campo. Ganhou o apelido de Sheriff de Rosário e o respeito até dos adversários. Terminamos invictos aquela Copa e com título de "campeão moral", pois não perdemos para ninguém. Os gringos ganharam graças a uma palhaçada do Zveiter da época e do time do Peru que abriu as pernas para o time argentino.
Chicão está na memória da Matrix*
por Luciana
Há algum tempo atrás, e na minha opinião na melhor época da nossa antiga comunidade, o Andrej escolheu um perfil pra ser o moderador geral da comunidade.
E não podia ser outro, tinha que ser ele, o deus da raça Chicão. A comunidade tinha ficado umas semanas sem moderar, estava aquela zona. E entrou o Chicão em ação, e era com ele que a moderação chegava duro e forte, dividia todas.
Triste coincidência, no ano em que a Matrix foi pro espaço, o Chicão vai pro time do céu. Mas feliz coincidência que, na melhor época da comunidade, o deus da raça esteve presente diariamente, em uma merecida homenagem.
Chicão está entre meus maiores ídolos, e hoje é um dia triste daqueles.
Chicão querido, geral está contigo. Vai em paz.
*Matriz é como era chamada a primeira comunidade do SPFC no Orkut.
Outros relatos e causos
Francisco Jesuíno Avanzi, o Chicão foi um volante que se destacou no SPFC. Chicão era um volante que se destacava mais por sua disposição do que pela técnica. Era considerado um jogador raçudo e viril e, ocasionalmente, até violento. Dizia-se que, "para ele, qualquer um que ameaçasse as vitórias são-paulinas era passível de punição". Dá orgulho saber que um jogador com esse amor pelo clube jogou pelo SPFC. Jogou no tricolor de 1973 a 1980, conquistando um brasileiro e um Paulista. Pela seleção, fazia parte do grupo que disputou a vergonhosa Copa de 78. Foi, é, e sempre será um exemplo de amor ao tricolor.
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Foi nesta partida que Chicão teve sua atuação mais famosa pela Seleção. Coutinho pediu ao volante que impusesse seu jogo sem ser expulso. Ele se estranhou com o atacante argentino Mario Kempes logo no início do duelo, e, coincidência ou não, o artilheiro da equipe adversária teve fraco desempenho em toda a partida. "Os argentinos queriam fazer aquela catimba de sempre e não conseguiram. Eu cheguei arrepiando e eles se encolheram", lembrou ele, também em entrevista ao site de A Gazeta Esportiva. Mesmo com o pedido do treinador, Chicão não economizou na violência. Em um diálogo transcrito por A Gazeta Esportiva na edição de 5 de maio de 1985, o meio-campista deixou claro ao técnico Cláudio Coutinho que ia tomar conta dos adversários. “Se for preciso, eu mato um argentino”. No início do segundo tempo, levou um cartão amarelo, por uma entrada em Kempes. "A imagem que ficou foi a do implacável Chicão literalmente caminhando sobre Ardiles", escreveu a revista Placar um ano depois. Ganhou dos argentinos o apelido de "Matador".
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Francisco Jesuíno Avanzi (Piracicaba, 30 de janeiro de 1949) foi um jogador do futebol brasileiro. Popularmente conhecido como Chicão, jogou na posição de volante. Na maior parte de sua carreira, atuou em times do futebol paulista, com exceção do Atlético-MG. Defendeu, ainda, a seleção brasileira, tendo sido convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Sua carreira começou no Esporte Clube XV de Novembro (Piracicaba), em 1968, e foi encerrada em 1986, no Mogi Mirim Esporte Clube (SP).
Chicão era um volante que se destacava mais por sua disposição do que pela técnica. Era considerado um jogador raçudo e viril e, ocasionalmente, até violento. Este foi, inclusive, um dos motivos para a sua convocação para o Mundial de seleções disputado na Argentina. O treinador queria contar com um jogador como ele para jogos mais tensos contra adversários que usassem a catimba. “Eu só havia atuado meio tempo contra o Peru e meio tempo contra a Áustria. Saí jogando contra a Argentina no lugar de Cerezo porque o Coutinho queria mais pegada”, conta o ex-jogador.
Foi nesta partida, aliás, que Chicão teve uma de suas atuações mais famosas pela seleção brasileira. Cláudio Coutinho, técnico do Brasil na ocasião, pediu ao volante que impusesse seu jogo sem ser expulso. “Os argentinos queriam fazer aquela catimba de sempre e não conseguiram. Eu cheguei arrepiando e eles se encolheram”, lembra o ex-volante. Até hoje ele é lembrado pelos argentinos por sua atuação no empate sem gols no duelo entre Brasil e Argentina.
Chicão nasceu na cidade de Piracicaba (SP) em 30/01/1949. Quando jovem, trabalhava numa fábrica de sua cidade natal como aprendiz de torneiro-mecânico, atividade que não o agradava. Preferia jogar futebol e acabou ingressando nas categorias de base do Esporte Clube XV de Novembro (Piracicaba), na qual chegou a ser campeão de torneios juvenis. Lá, foi descoberto pelo treinador Cilinho, o técnico da equipe profissional do clube piracicabano na época, que o chamou para treinar no time principal. Foi contratado em 1968, mas não conseguiu se tornar titular.
Ainda em 1968, o jogador foi emprestado para o União Agrícola Barbarense (atual União Barbarense Futebol Clube), de Santa Bárbara D´Oeste (SP), e se firmou como o principal jogador da equipe. De lá, transferiu-se para o Esporte Clube São Bento, de Sorocaba (SP), e depois foi para a Ponte Preta. No clube campineiro, jogou novamente em um time orientado por Cilinho, que o havia lançado no XV de Piracicaba, e se destacou novamente. Em 1973, foi negociado com o São Paulo Futebol Clube, time que defenderia por sete anos e no qual logo se tornou um dos grandes ídolos da torcida tricolor.
América, conseguindo o vice-campeonato. A derrota na final por 1x0 para o Independiente, da Argentina, chegou a ser classificada pelo próprio volante como a “maior decepção de sua vida”. Mesmo assim, seu estilo de jogo de sempre buscar a vitória e mostrar muita disposição fazia dele um ídolo para os são-paulinos.
Em 1975, conquistou seu primeiro título pelo São Paulo e também o da carreira ao vencer o Campeonato Paulista. A sua maior glória, no entanto, viria em 1977, quando ajudou o time do Morumbi a vencer seu primeiro Campeonato Brasileiro. Em 1978, foi convocado para a Copa do Mundo da Argentina, na qual conseguiu a terceira colocação.
Chicão permaneceu no São Paulo até 1980, tendo atuado em 331 jogos e marcado 12 gols. Foi para o Atlético-MG, onde conquistou dois Campeonatos Mineiros (1980 e 1981), e também foi ídolo da torcida do time de Minas Gerais. Nos anos seguintes, jogou ainda no Santos Futebol Clube, Corinthians de Presidente Prudente, Botafogo de Ribeirão Preto e Mogi Mirim Esporte Clube, clube em que encerrou sua carreira em 1986, aos 37 anos, após ajudá-lo a subir para a primeira divisão do Campeonato Paulista.
Quando se aposentou dos gramados, Chicão tentou a profissão de técnico. Começou no XV de Piracicaba e, em seguida, foi para o Independente de Limeira. Além disso, teve uma loja de material esportivo em sua cidade por seis anos. Em 2001, voltou a treinar um time de futebol, o Clube Atlético Montenegro, de Paranapanema (SP), atualmente licenciado da Federação Paulista de Futebol e que chegou à série B-3 sob seu comando.
Em 1976, antes de um jogo São Paulo x Palmeiras, Chicão foi advertido com um cartão amarelo antes da partida começar. “Eu cheguei próximo do José de Assis de Aragão e disse a ele: vê se apita direito essa porcaria. O Aragão não teve dúvida e me deu o amarelo antes do começo do jogo", conta o ex-volante.
Na Copa de 1978, no jogo entre Brasil e Argentina, Chicão se estranhou com o atacante argentino Mario Kempes logo no início do duelo. Coincidência ou não, o artilheiro da equipe adversária teve fraco desempenho em toda a partida.
Chicão sofria de um problema crônico no nervo ciático. No entanto, sua determinação e raça não deixavam que isso o atrapalhasse quando jogava.
Em 1980, quando se transferiu para o Atlético-MG, Chicão teve dificuldades para ser aceito por sua nova torcida. Isso porque ele estava no time do São Paulo que derrotou o mesmo clube na final do Campeonato Brasileiro de 1977. Naquele jogo, o volante são-paulino foi acusado de quebrar, propositalmente, a perna de Ângelo, do Atlético-MG. A partir daí, a torcida atleticana passou a xingá-lo e odiá-lo. Mesmo assim, foi contratado pela agremiação mineira, sagrando-se bicampeão estadual (1980/1981) e também se tornou um de seus ídolos.
Morre Chicão, o deus da raça do São Paulo
Ex-volante do Tricolor Paulista lutava contra um tumor no esôfago LANCEPRESS!
O futebol brasileiro acordou mais triste. Morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 59 anos, o ex-volante Chicão, que começou no XV de Piracicaba e se destacou no São Paulo, Santos, Atlético-MG e jogou pela Seleção Brasileira a Copa do Mundo de 1978. Chicão travava batalha contra um tumor no esôfago e havia sido operado recentemente para impedir o avanço da doença.
Conhecido por seu estilo determinado e aguerrido, que lhe valeu o apelido de deus da raça, Chicão chegou à Seleção jogando pelo Tricolor e participou do jogo contra a Argentina na Copa de 78, conhecido como a Batalha de Rosário.
Chicão atuou no São Paulo entre 1973 e 1979 e teve como parceiro Muricy Ramalho, hoje técnico do Tricolor Paulista. No clube, conquistou o título do Campeonato Paulista de 1975 e foi um dos principais líderes da equipe na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro do Tricolor, em 1977. Nesse período, disputou 312 jogos no clube, vencendo 142, empatando 111 e perdendo 59. Marcou 19 vezes vestindo a camisa são-paulina.
O presidente Juvenal Juvêncio decretou luto oficial em decorrência da morte do ex-jogador são-paulino. Chicão será velado nesta quarta-feira na Câmara Municipal de Piracicaba, sua cidade natal. O enterro acontece na manhã de quinta-feira em um cemitério local.
Morre Chicão, ex-volante do São Paulo, vítima de câncer
Do UOL Esporte
A torcida do São Paulo perdeu nesta madrugada um dos principais ídolos de sua história. Morreu nesta quarta-feira, em São Paulo, o ex-jogador Francisco Jesuino Avanzi, mais conhecido como Chicão. Volante do clube na década de 1970, o ex-jogador foi vítima de câncer no esôfago aos 59 anos.
O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio decretou luto oficial em decorrência da morte do ex-jogador do clube do Morumbi. "O deus da raça", como era chamado pelos torcedores, será velado nesta quarta-feira na Câmara Municipal de Piracicaba, sua cidade natal. O enterro acontece amanhã desta quinta-feira em um cemitério local.
Depois de passagem destacada pela Ponte Preta, Chicão atuou no São Paulo entre 1973 e 1979. No clube paulista conquistou o título do Campeonato Paulista de 1975 e foi um dos principais líderes da equipe na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro do time em 1977, quando foi capitão da equipe.
"Perdi um amigo dentro e fora de campo, uma pessoa excepcional. Conheci toda sua família, pai, mãe e esposa em Piracicaba. Convivemos muito, estou muito triste porque era um grande amigo", comentou o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, que jogou com Chicão no time do Morumbi na década de 1970.
No total, Chicão disputou 312 jogos no clube, vencendo 142, empatando 111 e perdendo 59. Marcou 19 gols vestindo a camisa são-paulina. Ainda como meio-campista do São Paulo, disputou a Copa do Mundo de 1978, que foi jogada na Argentina. Depois do time tricolor, ainda passou por Atlético-MG, Santos, Londrina, Mogi Mirim e União Barbarense.
Morre Chicão, ex-jogador do São Paulo e da Seleção
Terra Esportes
Destaque do São Paulo nos anos 70 e um dos líderes na conquista do Campeonato Brasileiro de 1977 pelo clube, o ex-jogador Francisco Jesuino Avanzi, conhecido como Chicão, morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 59 anos, vítima de câncer. A informação foi divulgada pelo site oficial do time tricolor.
Conhecido pela raça e dedicação dentro de campo, Chicão defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1978, na Argentina. O corpo dele será velado nesta quarta, na Câmara Municipal de Piracicaba, sua cidade natal. O enterro será realizado amanhã.
O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, já decretou luto oficial em decorrência da morte do ex-jogador. Pelo clube, Chicão disputou 312 jogos entre 1973 e 1979 e assinalou 19 gols.
Além do time tricolor, o ex-volante atuou também por União Barbarense, XV de Piracicaba, São Bento, Ponte Preta, Atlético-MG, Santos, Londrina e Mogi Mirim.
Morre Chicão, ex-volante de São Paulo, Atlético-MG, Santos e seleção brasileira
Ex-atleta sofria de câncer e será enterrado nesta quinta-feira pela manhã, em Piracicaba Globo Esporte
Morreu na madrugada desta quarta-feira, em São Paulo, aos 59 anos, o ex-volante do Tricolor Chicão. Conhecido no clube como o “Deus da Raça”, Francisco Jesuíno Avanzi sofria de um câncer no esôfago e há tempos lutava contra a doença.
Pelo falecimento do ex-atleta, o presidente Juvenal Juvêncio decretou luto oficial no clube. O corpo de Chicão será velado na Câmara Municipal de Piracicaba, cidade onde nasceu. O enterro acontece na manhã desta quinta-feira na cidade interiorana.
Chicão atuou pelo Tricolor entre 1973 e 1979, disputando 312 jogos –142 vitórias, 11 empates e 59 derrotas. Também marcou 19 gols pelo clube paulistano.
Com a camisa do São Paulo, Chicão conquistou o Paulista de 1975 e o Brasileiro de 1977, do qual era capitão da equipe. Já pelo Atlético-MG, foi bicampeão estadual em 1980 e 1981.
Além de passagens XV de Piracicaba, União Barbarense, São Bento, Ponte Preta, Santos, Corinthians-PP, Botafogo-RP e Mogi Mirim, Chicão também participou do Mundial de 1978, disputado na Argentina, com a seleção brasileira.
Morre o ex-volante são-paulino Chicão
Gazeta Esportiva
O São Paulo Futebol Clube está em luto. O ex-volante Chicão morreu na madrugada desta quarta-feira, na capital paulista, vítima de câncer. Francisco Jesuíno Avanzi tinha 59 anos e será velado nesta quarta-feira, na Câmara Municipal de Piracicaba, sua cidade natal.
O “Deus da Raça” vestiu a camisa do São Paulo entre 1973 e 1979, tendo conquistado o Campeonato Paulista de 1975 e o primeiro Brasileirão da história do Tricolor, em 1977.
Em sua trajetória pelo clube, Chicão disputou 312 jogos, com um retrospecto de 142 vitórias, 111 empates e 59 derrotas. Ao todo, marcou 19 gols com a camisa tricolor.
Além do Tricolor, o ex-volante atuou também por União Barbarense, XV de Piracicaba, São Bento, Ponte Preta, Atlético-MG, Santos, Londrina e Mogi Mirim. Chicão também defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1978.
O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, decretou luto oficial no clube em função da morte do ex-jogador tricolor. O técnico Muricy Ramalho, que jogou junto com Chicão no Tricolor, lamentou a perda do amigo.
“Eu perdi um amigo dentro e fora de campo, era uma pessoa excepcional. Conheci toda sua família em Piracicaba, convivemos juntos. Estou muito triste porque realmente perdi um amigo”, lamentou.
O xerife do Morumbi
por Emerson Gonçalves para o Olhar Crônico Esportivo
Chicão faleceu na madrugada de hoje, depois de operar um câncer no esôfago. Infelizmente, não resistiu às complicações pós-operatórias. Chicão é um dos meus ídolos e para sempre será.
Lembro de sua contratação. Os mais novos podem pensar que essa loucura de contratações é coisa recente, mas não. Foi sempre assim. Em 1969 eu passei meses de ansiedade aguardando boas notícias para o São Paulo. Até que vieram. Além de Gerson, Toninho Guerreiro. Veio, também, Terto. A Gazeta Esportiva e o Estadão eram os meus guias, a Rádio Bandeirantes minha luz. Outros tempos.
Em 1973 li, feliz da vida, a notícia da contratação de Francisco Jesuíno Avanzi, mas só no registro e no RG, pois ele sempre foi Chicão, com seu 1,85m e a força de um touro.
Veio da Ponte Preta, a grande Macaca, de onde também vieram, entre outros, Teodoro, Nelsinho (esse que treina o Sport) e Oscar.
Chicão chegou e se impôs. Formou o meio-campo ao lado de Dom Pedro Virgilio Francetti Rocha ou, simplesmente, Pedro Rocha.
A raça ao lado da técnica. O estilo duro e decidido ao lado da habilidade e suprema elegância.Yin e Yang no mesmo meio-campo, pensando com os modismos de hoje.
Comandava, peitava, encarava, decidia.Houve um jogo do São Paulo em que ele tomou cartão amarelo antes mesmo do início da partida. Só porque dirigiu-se ao José Assis Aragão, o árbitro da partida, e mandou-o apitar direito. Vê se pode tomar um amarelo por isso!
Ah, Chicão…
Claudio Coutinho achava Falcão, que viria a ser Rei de Roma, muito novo ou imaturo, sei lá, e deixou-o no Brasil, convocando Chicão e Batista. Chicão só entrou em um jogo na Copa de 78, justamente no pior, no mais temido deles, contra a Argentina.
Propositalmente, esse jogo foi marcado para Rosário, num campo pequeno, ruim, com a torcida enlouquecida gritando em cima dos jogadores o tempo todo.Se Brasil x Argentina, hoje, é o que é, imaginem o cenário de 78: ditadura militar terrível e assassina na Argentina, sob o tacão de Jorge Rafael Videla - que esteja padecendo no inferno - e a rivalidade entre os dois países num dos pontos mais altos de sua história, em todas as áreas, acirrada ainda mais pela construção de Itaipu.
Hoje, lamento, mas não dá para se ter uma idéia do clima daqueles dias.Aliás, não lamento, é ótimo, é bom demais não termos nada parecido com aqueles tempos.
O Brasil era Tri-Campeão Mundial e a Argentina não tinha nenhum título.
E o destino e a tabela colocaram frente a frente os dois times.
Que guerra, quase literalmente, antes daquele jogo.Que tensão.
Coutinho escalou um meio-campo guerreiro, com Batista e Chicão (em ordem alfabética). A Argentina tinha Mario Kempes, um mestre da bola, um meia da velha escola argentina de grandes meias, e tinha Luque, cara chato, malvado, não muito hábil, mas bom tecnicamente, dono de uma raça incomum até para os hermanos.
O que vou contar agora pode não ser bonito, mas é parte da história, e é futebol: Chicão e Batista calaram a torcida argentina, simplesmente. Não na primeira, mas numa das primeiras divididas, Chicão não arrepiou e Luque ficou no chão. Recuperou-se, claro, mas o recado estava dado. Do outro lado, Batista cuidava de Kempes. Os dois comandaram e controlaram o jogo.
A Argentina nada criou, sequer ameaçou nosso gol. No finzinho, no apagar das luzes, Roberto, Roberto Dinamite, perdeu um gol incrível, um gol que teria entrado para a história. Que teve outro desenrolar com a vergonha peruana e o título argentino.
Mas Chicão fez a sua parte e fez muito bem.Para mim, ele é o herói de Rosário.
Pelo São Paulo, disputou 312 jogos no clube, vencendo 142, empatando 111 e perdendo 59 e marcou 19 gols.
Números frios, nada dizem de suas atuações seguras.
Para mim, ficará a lembrança dos muitos jogos em que ele comandava a retaguarda Tricolor e o próprio time, um verdadeiro xerife, até no porte, mas não na altura, lembrando outro de meus grandes ídolos, John Wayne.
Chicão, que entrou em campo no terrível e temido jogo contra a Argentina pela Copa de 1978 e deu conta do recado com perfeição, ao lado de Batista. Juntos, anularam Kempes e Luque, no pequeno e ultra-lotado campo de Rosário. O jogo terminou 0×0.
Em 1979, depois de ser Campeão Paulista e Campeão Brasileiro pelo São Paulo, ele foi negociado com o Clube Atlético Mineiro, o adversário batido em 1978 no jogo que decidiu o título brasileiro de 1977.
E o adversário odiado do anterior, que pisou na perna quebrada de Ângelo (em disputa com Neca, e todos achavam que ele fazia cera no chão), fez história no Galo e tornou-se ídolo da torcida atleticana.
Porque lá, como cá, Chicão foi também o Deus da Raça.
Chicão está no nascimento do meu blog, Olhar Crônico Esportivo. Comecei o blog num agosto e parei. Em novembro, no dia seguinte ao Encontro de Ex-Jogadores do São Paulo, retomei o blog porque queria falar do Encontro e da minha felicidade por encontrar muitos dos meus ídolos, como ele.
Falamos do XV de Piracicaba, o Nhô Quim, onde ele começou a jogar e que sonhava reerguer. Falamos de 78, do jogo de Rosário. Falamos do São Paulo e ele tinha certeza que seríamos campeões mundiais, como de fato fomos. Demos risada com as brincadeiras de Marinho Chagas, a “Bruxa”, que na hora de ser fotografado ao meu lado fez questão de esconder o copo de cerveja, para divertimento de Chicão.
Como lembrou o Lédio numa mensagem há pouco, perdemos também Moisés e Alcir.
Sei não, mas acho que Chicão já está escalado no time do Céu. Ele e Moisés serão titulares, lógico, contra o time do Inferno. Que vai comer o pão que o diabo - ops - amassou e, é óbvio, vai perder feio. Esse jogo não vai ficar em 0×0. Até porque, com os dois, também está escalado Roberto Dias Branco e toda sua elegância e categoria.
Saudades. Descanse em paz, Chicão.
Obrigado por tudo que você nos deu.
Chicão recebe homenagem no Morumbi
Jogadores vestiram a camisa número cinco, que era utilizada pelo ex-volante Do site oficial.
O volante Chicão, ídolo do Tricolor na década de 70, que faleceu no último dia 08, foi lembrado pelos são-paulinos na partida contra o Vitória. Os jogadores do Tricolor entraram em campo vestindo uma camisa do clube com o nome do ex-volante e o número cinco, usado pelo jogador quando atuava pelo clube.
O técnico Muricy Ramalho, que atuou ao lado de Chicão com a camisa do São Paulo e era muito próximo ao "Deus da Raça", como era conhecido pelos torcedores, acredita que a menção ao colega inspirou seus atletas a realizarem uma das partidas mais disputadas deste Campeonato Brasileiro, vencendo o adversário de virada e em meio a muita chuva.
"O Chicão é um guerreiro, e esse espírito baixou no nosso time. Os jogadores não o viram jogar, mas ouviram falar dele. A gente foi companheiro dentro fora de campo, eu tive a oportunidade de estar com ele dando risada duas vezes antes de ele morrer, ele estava muito animado. A homenagem foi justa, temos sempre que homenageá-lo", afirmou o treinador.
O capitão Rogério Ceni concordou com Muricy em relação à tradução da face guerreira do ex-volante, que realizou 312 partidas pelo time do Morumbi, na vitória do São Paulo nesta rodada. O goleiro
"A camisa fez a gente lembrar muito do espírito guerreiro do Chicão, que foi um símbolo disso. Hoje, quem sabe, ele não tenha realmente sido a fonte de inspiração pra esse time".
Homenagem da Reebok a Rogério Ceni
Homenagem a Aloísio
Rogério Ceni, após saída do atacante Aloísio para o futebol do Qatar, presta homenagem ao amigo entrando em campo com sua camisa no jogo contra o Santos (0 x 0, 31/08/2008).
Camisa Imperador X=
Homenagem a Adriano em sua despedida do clube, onde sua camisa 10 tomou forma em número romano junto ao nome Imperador. Convenhamos, uma ótima jogada de marketing.
Camisa 22 Telê Eterno

Segundo o Jornal Lance!:
"...Cada jogador estará vestindo uma camisa preta, com listras tradicionais do clube no peito (como o uniforme do Rogério Ceni). Na parte de trás estará escrito 'Telê Eterno' e em cada camisa terá o número 22, representando os títulos do técnico no Sampa. Depois, cada atleta irá autografar a camisa, que será enviada à esposa do Telê, Ivonete. O dinheiro arrecadado com as camisas será revertido para uma instituição em Itabirito (MG), cidade onde Telê nasceu."
Segundo a Folha Online:
São Paulo usa camisa em homenagem a Telê Santana
"A diretoria do São Paulo anunciou nesta sexta que vai fazer uma homenagem ao ex-treinador Telê Santana, que morreu no último dia 21, na cidade de Belo Horizonte, devido a falência múltipla dos órgãos.
Antes do início da partida contra o Santa Cruz, neste sábado, às 18h10, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro, os jogadores são-paulinos entrarão em campo usando camisa preta com o número 22 nas costas, alusivo aos vinte e dois títulos conquistados pelo ex-treinador no comando do São Paulo.
Além disso, a camisa terá a frase "Telê Eterno" nas costas.
As camisas serão autografadas pelo elenco e doadas a uma instituição que Telê Santana ajudava em Itabirito (MG), sua cidade natal".
Sobre o jogo abençado por Telê:
Com uma atuação fulminante nos primeiros minutos do segundo tempo, o São Paulo goleou o Santa Cruz por 4 a 0 neste sábado, no Morumbi, e assumiu momentaneamente a liderança do Campeonato Brasileiro com seis pontos. A equipe tem a mesma pontuação que o Fluminense, que perde no saldo de gols e enfrenta o Vasco neste domingo, no Maracanã. O Santa Cruz caiu para a penúltima colocação com apenas um ponto ganho.
Na próxima rodada, domingo, o Tricolor disputa o clássico contra o Corinthians. Antes, a equipe enfrenta o Palmeiras, quarta-feira, no Morumbi, pela Taça Libertadores. O Santa Cruz volta a jogar no sábado contra a Ponte Preta pelo Brasileirão.
Antes da partida, o clube fez mais uma homenagem a Telê Santana, que morreu na sexta-feira passada, dia 21 de abril. Os jogadores entraram com uma camisa 22, alusão ao número de títulos que o treinador conquistou pelo time, além da inscrição Telê Eterno acima do número.
Dois tempos distintos
Nos primeiros 45 minutos, o São Paulo foi um time sonolento. Sem Thiago, machucado, a equipe pouco ameaçou o gol defendido por Gilmar. O Santa Cruz também limitou-se a tentar marcar o adversário e o goleiro Rogério Ceni só participou da partida em duas cobranças erradas de falta.
No intervalo, Muricy Ramalho tirou Alex Dias, o substituto de Thiago, e colocou Leandro. E o espírito do Tricolor foi outro. Logo aos três minutos, Souza cruzou da direita, Aloísio fez o pivô e ajeitou para Danilo, que chutou colocado e abriu o placar.
Dois minutos depois, o volante Mineiro arriscou da intermediária e acertou o canto direito do goleiro Gilmar: Tricolor 2 a 0. Com 15 minutos, outro belo gol. Leandro aproveitou rebote na entrada da área e soltou a bomba para fazer o terceiro.
Aos 30 minutos, na terceira tentativa, o goleiro Rogério Ceni fez o quarto gol em uma bela cobrança de falta. Na arquibancada, a torcida fez a festa e mais uma homenagem ao ex-treinador, gritando o nome de Telê.
SÃO PAULO 4 X 0 SANTA CRUZ
- Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).
- Árbitro: Domingo de Jesus Viana Filho (PA).
- Cartões amarelos: Osmar (SAN), Fernando Miguel (SAN), Val Baiano (SAN), Josué (SAO), Aloísio (SAO), Valença (SAN)
- Cartões vermelhos: Júnior Maranhão (SAN)
- Gols: Danilo, aos três, Mineiro, aos cinco, Leandro, aos 15, Rogério Ceni, aos 30 minutos do segundo tempo.
- SÃO PAULO
- Rogério Ceni; Fabão, André Dias e Lugano; Souza, Mineiro, Josué, Danilo (Lenílson) e Júnior (Fábio Santos); Alex Dias (Leandro) e Aloísio.
- Técnico: Muricy Ramalho.
- SANTA CRUZ
- Gilmar; Osmar, Adriano, Valença e Xavier; Júnior Maranhão, Fernando Miguel (Fernando Pilar), Zada e Rosembrick (Alex Oliveira); Carlinhos Bala e Val Baiano (Thiago Gentil).
- Técnico: Giba.
Adesivo "Isso aqui é trabalho, meu filho!"
- Adesivo em homenagem a Muricy faz sucesso
do Msn.com O técnico Muricy Ramalho, com sua personalidade marcante, vencedora e, em algum momentos, mal-humorada, conquistou a torcida do São Paulo nestes três anos comandando o time do Morumbi. Em sua homenagem, a diretoria de Marketing do Tricolor lançou um adesivo com a imagem do treinador dizendo seu jargão mais conhecido: "Isso aqui é trabalho, meu filho!".
O brinde será distribuído como parte da campanha do projeto sócio-torcedor, e começou a ser entregue durante o lançamento do filme "Soberano", novo projeto do clube em homenagem a seu torcedor.
Segundo Adalberto Batista, da diretoria de marketing são-paulina, ainda não está definido como o adesivo será usado nas campanhas:
- Temporariamente ele será distribuído, porém, como o brinde foi muito comentado, estamos pensando como usá-lo melhor - afirmou Batista.
- Adesivo em homenagem a Muricy faz sucesso
do site Goal.com O técnico Muricy Ramalho, com sua personalidade marcante, vencedora e, em algum momentos, mal-humorada, conquistou a torcida do São Paulo nestes três anos comandando o time do Morumbi. Em sua homenagem, a diretoria de Marketing do Tricolor lançou um adesivo com a imagem do treinador dizendo seu jargão mais conhecido: "Isso aqui é trabalho, meu filho!".
O brinde será distribuído como parte da campanha do projeto sócio-torcedor, e começou a ser entregue durante o lançamento do filme "Soberano", novo projeto do clube em homenagem a seu torcedor.
Segundo Adalberto Batista, da diretoria de marketing são-paulina, ainda não está definido como o adesivo será usado nas campanhas:
- Temporariamente ele será distribuído, porém, como o brinde foi muito comentado, estamos pensando como usá-lo melhor - afirmou Batista.































