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Próx. JogoSão PauloInternacionalQuarta - 21h45Beira-Rio / Globo/Band
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Sua história começa em março de 1972. O São Paulo disputava a Taça Libertadores da América no Paraguai. Seus adversários, o Cerro Porteño e o Olímpia. Os torcedores uniformizados (TUSP), estavam animados, pois era a primeira vez que compareciam aos jogos no exterior. Os preparativos começaram muito bem. Fretaram 8 ônibus. Pagaram pela excursão, incluindo hospedagem. Na bagagem dos organizadores, muitas camisas e brindes para serem distribuídos aos simpatizantes do São Paulo. No entanto, a viagem teve o amargo sabor da derrota. O time perdeu o primeiro jogo na quarta-feira por 3 a 2, para o Cerro Porteño e a torcida, a confiança na diretoria da Tusp. "Não bastasse o time ter perdido, descobrimos que os cabeças da torcida ficariam hospedados em hotéis 4 estrelas e os demais em pensões. Para completar, ficamos sabendo que em vez deles de distribuírem os brindes e camisetas, estavam vendendo", lembra Newton Ribeiro, um dos fundadores da Independente. Foi a Gota d'água. Na volta da excursão, logo após o último jogo, no domingo (São Paulo 1x0 Olímpia), no próprio ônibus já se começou a cogitar formação de uma facção da torcida. A idéia se concretizou durante um jogo no Pacaembu quando Newton foi procurado por Ricardo Rapp, Rinaldo Cardoso e outros dois torcedores descontentes para discutirem a formação da nova torcida. Mais tarde juntaram-se a eles um grupo, de 40 jovens, que há algum tempo, estava insatisfeito com as muitas regras impostas pelo pessoal mais velho da Tusp.
A luta no campo não foi menor. Tiveram de brigar por um espaço na arquibancada e no estádio, para guardar o material, e, ainda conquistar novos torcedores. O primeiro jogo ao qual a torcida compareceu oficialmente foi no dia 23 de abril de 1972, no Estádio do Pacaembú. O São Paulo jogava contra a Portuguesa de Desportos. A primeira preocupação foi o espaço a estabelecer na arquibancada, já que na época a Tusp ocupava todo o local. "Nos optamos pelo meio", explica Newton. Lugar estabelecido, partiram em busca de novos associados. "Cada torcedor que víamos com a camisa do São Paulo era convidado a se integrar à Independente. Foi desse modo que encontraram os primeiros associados. José Carlos Zabeu, Mário Luiza Marcondes (Cida), Luis Alfredo (Turiassu) entre outros. A cada jogo o processo se repetia. O trabalho era cansativo, mas o mais desgastante era não ter onde guardar o material (a sala da Av. Ipiranga só ficou emprestada por 3 meses). Dia de jogo, eram obrigados a chegar muito mais cedo aos estádios, porque tudo era feito lá mesmo com algumas horas de antecedência. "Tínhamos de cortar o bambu (conseguidos no cemitério das redondezas), confeccionar as hastes da bandeira, pois não tínhamos como transporta-las, colocar as faixas e ainda brigar pelo lugar", conta Newton. O sufoco chegou a tal ponto que resolveram procurar o conselheiro do São Paulo, Paulo Planet Buarque, para pedir um espaço no Morumbi. A reunião foi marcada com o conselheiro de obras do estádio, Antonio Numes Leme Galvão. Porém, o tema do encontro acabou sendo a própria torcida: "Eles queriam que desistíssemos. A sala foi conseguida depois de um ano de muitas idas e até lá".
A maior dificuldade foi com os proprietários, que negavam a locação logo após saberem o motivo da procura. Enquanto isso, os encontros se realizavam na Galeria Guatapará, na rua 24 de Maio, ou no Largo do Paissandu, a céu aberto. "O País passava por uma época de muita repressão e ditadura. Sempre éramos molestados pela polícia, que não podia ver um grupinho reunido, já desconfiava tratar-se de um complô", recorda Newton. Recorreram, também, a diversas pessoas que se diziam dispostas a ajudar, mas nada conseguiram. "A solução veio do Dr. Toledo que nos cedeu uma sala de uma firma de café falida, da qual era fiel depositário, na própria Galeria Guatapará. Mais tarde conseguimos alugar a sala ao lado".
A primeira caravana da Independente para Piracicaba não traz boas recordações para seus integrantes. O São Paulo disputava o Paulistão 72. A torcida alugou um ônibus mas somente 15 torcedores apareceram. Porém a segunda viagem para Araraquara, ainda durante o campeonato, foi muito importante, pois trouxe a pessoa que iria por as suas finanças em dia: Arari Guimarães. Ele chegou por meio de um anúncio publicado na Gazeta Esportiva. Um recurso para completar a lotação do ônibus que, até aquele momento estava apenas com 20 reservas. E ainda levou mais 10 pessoas para a viagem. Porém a sua revelância não se resume a isso. "Por ser uma pessoa de muita responsabilidade, nós o convidamos para ser o tesoureiro. Foi graças a ele que conseguimos tocar a torcida para frente". Segundo Newton, antes do senhor Arari, não se podia dizer que a contabilidade era perfeita. "O dinheiro arrecadado ficava no bolso e, ás vezes servia de pagamento das rodadas de cerveja do Bar Ponto Chic, no centro da cidade, o ponto de encontro da moçada". Em contrapartida, quando a Independente se encontrava em dificuldades financeiras, usávamos os próprios recursos para saldar as dívidas". Na época, o crescimento da torcida dependia diretamente do desempenho do time, de 1972 a 1974, período em que o São Paulo não ganhou campeonatos, o número de associados caiu. Para reverter o quadro, algumas pessoas iniciaram uma campanha em rádios e jornais e lançaram também o "São Paulino Amigo" (um folheto para ser distribuídos nos jogos) na tentativa de popularizar a Independente, mas o grande impulso foi dado pela própria polícia. Em protesto a proibição do uso dos instrumentos musicas no campo, Nilson confeccionou faixas com os seguintes dizeres: "Silêncio estamos jogando"; e o corneteiro passou a tocar a marcha do "Silêncio". "Foi um sucesso e todos os meio de comunicação deram destaque a notícia" informa Newton. De 200 associados chegaram a 1 mil, em um ano.
Em agosto de 1995 ocorreu uma briga no Estádio do Pacaembu entre a Torcida do São Paulo e a torcida do Palmeiras que, infelizmente, a F.P.F. proibiu a entrada nos estádios e a Justiça, por meio do Ministério Público anos depois, fechou a entidade Torcida Tricolor Independente. Nesses meses de proibição muita coisa aconteceu na Independente e alguns diretores, fundadores e associados foram afastados por ações não dignas de pessoas que amam a Torcida. Assim, em 11 novembro de 1998, foi fundada o G.R.E.C. Tricolor Independente com novos fundadores e também uma nova diretoria, todos unidos em prol da nova agremiação que começava do zero, mas usava o respeitado nome Independente. Após a fundação, os primeiros problemas começaram a surgir. A Tricolor Independente não possuía sede, material e muito menos dinheiro em caixa.
Real foi fundada em 15 de junho de 1984 a partir da fusão de duas torcidas tricolores, a Dragões da Real Torcida Jovem e a Força Jovem Mais Querido, duas torcidas que tinham o mesmo ideal: apoiar sempre o São Paulo FC acima de qualquer coisa, estando ele como e onde estiver. Os primeiros jogos foram acontecendo e lá estava a Dragões da Real em todos, mostrando sempre muita garra e amor pelo São Paulo. Em 1985, veio o primeiro título paulista comemorado pela Dragões e, com isso, a torcida conquistou ainda mais força. Com apenas um ano de fundação, a Dragões já era uma das maiores torcidas do São Paulo. O espaço fôra conquistado e vieram mais dois títulos: o brasileiro em 1986 e o paulista em 1987.
atividade e a vontade em crescer sempre foi a "arma secreta" da Dragões.
Em agosto de 1995, o lamentável incidente ocorrido no estádio do Pacaembu resultou em uma portaria da Federação Paulista de Futebol, que com o apoio do Ministério Público e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, impediu a entrada de faixas, bandeiras e uniformes que identificassem as torcidas organizadas nos eventos esportivos no estado de São Paulo. Essa proibição acabou enfraquecendo todas as torcidas organizadas paulistas. Entretanto, em 1999, um grupo de abnegados associados da Dragões resolveu novamente reerguê-la. Nesta época, a torcida se identificava nos estádios paulistas com faixas e camisetas com os dizeres "Uma vida de amor ao São Paulo FC".