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Próx. JogoSão PauloInternacionalQuarta - 21h45Beira-Rio / Globo/Band
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Apesar de ser conhecido como Estádio do Morumbi, o nome oficial do estádio do São Paulo é “Cícero Pompeu de Toledo”. Com capacidade para 80 000 pessoas, ele abriga, além dos jogos do São Paulo, clássicos do futebol paulista, finais de grandes campeonatos e também jogos da Seleção Brasileira.
No começo de sua existência, mais precisamente nos anos de 1930 à 1934, o São Paulo (na época São Paulo da Floresta) utilizava o estádio da Floresta. Logo a seguir, em 1935, o São Paulo acabou ficando sem estádio, porém, em 1940 passou a mandar seus jogos no Pacaembu e em 1944 adquiriu o Canindé, atualmente estádio da Portuguesa de Desportos.
Com o crescimento do clube, o estádio do Canindé acabou ficando insuficiente para acolher seus torcedores e assim surgiram idéias e projetos de um grande estádio. A idéia primeiramente era construí-lo na área que abriga atualmente o Parque do Ibirapuera, na época uma região alagada. Porém Jânio Quadros, prefeito nesse período, não cedeu esta área para o clube. Com isso, o lugar escolhido foi uma área no Jardim Leonor, região do Morumbi, que era totalmente desabitada.
No dia 15 de agosto de 1952, os terrenos foram abençoados pelo Monsenhor Bastos, dando-se o ínício da campanha pela construção do Estádio do Morumbi. Para isso foi eleita uma comissão composta pelo presidente Cícero Pompeu, Piragibe Nogueira (vice-presidente), Luís Cássio dos Santos (secretário); Amador Aguiar (tesoureiro); Altino de Castro Lima, Carlos Alberto Gomes Cardim, Luís Campos Aranha, Manoel Raymundo Paes de Almeida, Osvaldo Artur Bratke, Roberto Gomes Pedrosa, Roberto Barros Lima, Marcos Gasparian, Paulo Machado de Carvalho e Pedro França Filho Pinto. Parte do dinheiro da venda do Estádio do Canindé (para a Portuguesa de Desportos) foi gasto com material de construção, junto também com toda a renda obtida pelo clube, deixando o time em segundo plano. As obras se iniciaram em 1953.
O grande sonho do São Paulo estava se tornando realidade. O projeto do Estádio do Morumbi foi do arquiteto Vilanova Artigas, um dos introdutores do modernismo na arquitetura Brasileira.
Depois de tantos esforços concentrados em prol da construção do maior estádio particular do mundo, o Morumbi mereceria uma grande inauguração.
A partida inaugural aconteceu no dia 2 de outubro de 1960. Um público de 56 448 pessoas (recorde de público e de renda para amistosos na época) viu o São Paulo vencer por 1 x 0 o Sporting de Lisboa (Portugal). O árbitro da partida foi Olten Aires de Abreu e o gol assinalado aos 12 minutos de jogo por Peixinho (Arnaldo Poffo Garcia): o primeiro gol da história do Morumbi.
O Sâo Paulo entrou em campo com: Poy; Ademar, Gildésio e Riberto; Fernando Sátiro e Vítor; Peixinho, Jonas (Paulo), Gino, Gonçalo (Cláudio) e Canhoteiro; Téc. Flávio Costa. O Sporting jogou com: Aníbal; Lino e Hilário; Mendes, Morato e Júlio; Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diego (Geo) e Seminário; Téc. Alfredo Gonzalez.
O São Paulo jogou com: Picasso; Édson, Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Minuca (José Roberto), Toninho, Téia (Babá) e Paraná (Claudinho); Téc. Zezé Moreira. O Porto entrou em campo com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Gomes, Chico (Seninho), Pinto (Ronaldo) e Nóbrega.
De lá para cá, o estádio sofreu diversas transformações, como: novo sistema de iluminação (desde março de 1999); setor exclusivo para deficiêntes físicos e algumas reformas necessárias para manter a segurança dos jogadores e torcedores nos jogos.
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